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setembro 2015

Trailer matador de “O Regresso” arrebata a Internet

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Caio César

Mano, parece que vai ser, finalmente, dessa vez! Leonardo DiCaprio calou o mundo nessa terça quando o trailer de O Regresso, do diretor ganhador do Oscar por Birdman, Alejandro Gonzáles Iñarritu, foi lançado. O filme conta a história de um pai, interpretado por Leo, que sofre uma traição após a morte de seu filho, e é dado como morto. Para a má sorte de seus algozes, o homem está vivinho da silva e disposto à conseguir a vingança.

Visualmente maravilhoso, o trailer é arrebatador o suficiente para estar na lista de vários especialistas como possível papa oscars no ano que vem. Para conferir o trailer, acesse o link aqui embaixo:

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Bata Antes de Entrar (Eli Roth, 2015)

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NOTA: 6 / Renato Furtado

Um pequeno teste: você está sozinho em sua casa, pretendendo trabalhar a noite toda no feriado de Dia dos Pais. Sua mulher e seus filhos viajaram para deixá-lo trabalhar em paz e foram aproveitar o fim de semana na praia. Como bom e sério trabalhador, você senta à mesa do computador, liga o som e bota uma música do Kiss para tocar e só é interrompido quando batem à sua porta. Você se levanta e abre a porta, descobrindo paradas lá duas mulheres incrivelmente bonitas e sensuais, tremendo de frio, com as roupas coladas no corpo. Se você não percebe que algo vai dar errado, parabéns: você é Keanu Reeves em Bata Antes de Entrar, novo filme de Eli Roth.

Vendido como uma narrativa pertencente aos gêneros suspense e terror, devo dizer que só encontrei o primeiro. Quanto ao segundo gênero, encontrei na trama algo que meu pai costumava falar para mim sobre os filmes de terror dos anos 80 (principalmente o clássico dos clássicos, a lenda das lendas, o mito dos mitos Uma Noite Alucinante/Evil Dead): esses filmes não são terror, são terrir, ou seja, terror para rir. É justamente isso que faz o filme de Roth. O diretor cria situações absurdas e coloca Keanu Reeves (parecendo mais confortável do que nunca em um papel) juntamente às belíssimas, loucas e “calientes” Lorenza Izzo e Ana de Armas (chilena e cubana, respectivamente) em momentos que dão aquele nervoso “putz eu não tenho a menor ideia de como isso foi acontecer e eu só sei que é muito legal vamos continuar vendo só mais um pouco eu sei que não tá muito bom e que isso tá ficando meio doido, mas até que faz sentido e é realmente muito legal”.

É por aí a sensação que você pode ter vendo Bata Antes de Entrar. Não é um filme inspirado, não é um filme inovador, mas distrai, é entretenimento suficiente e, no fim das contas, é bem divertido, consegue trazer algumas boas risadas em todo seu humor negro, mantendo-se dentro dos limites da realidade (ou seja, você não vai encontrar sangue espirrando para todos os lados aqui, por exemplo, o que pode ser bom ou ruim, dependendo do seu ponto de vista) e se esses foram os objetivos de Roth (o filme possui um posicionamento sobre gênero bastante claro, mas não creio que seja esse o ponto principal da trama), é correto dizer que ele tem sucesso nos quase 100 minutos de película.

Selecionado para o festival de Sundance no início desse ano e incluindo um monólogo surreal sobre pizza grátis, Bata Antes de Entrar estreia em terras brasileiras no dia 8 de outubro. Fiquem aqui com o trailer e é isso aí.

O Oscar Vem Aí – Parte 2!

Olá para vocês que aguentaram chegar até o final da primeira parte desse post, descobriram que haveria uma segunda e, ainda assim, tiveram a coragem (ou a vontade, vai saber) de parar aqui para ler mais um pouco sobre o maior prêmio do cinema! (Ainda que eu continue preferindo o Festival do Rio). Nesse momento, iremos do Velho Continente para a América do Norte de encontro a 3 grandes festivais (não tão grandes quanto os europeus, mas importantes também): Telluride, no Colorado, Toronto e Nova Iorque.

Em Telluride estiveram os já conhecidos Carol, Aliança do Crime, 45 Years e Beasts of No Nation (que também esteve em Toronto). As novidades do Colorado ficam por conta de dois grandes concorrentes: Steve Jobs com Michael Fassbender no papel principal (mais uma vez cotado para o Oscar de Melhor Ator; e ele pode sim e tem grandes chances de ser indicado duas vezes esse ano), Kate Winslet no elenco de apoio (também cotada para o Oscar), Danny Boyle na direção (também cotado para o Oscar) e o grande Aaron Sorkin assinando a adaptação (criador de The Newsroom e, vocês já sabem, cotado para o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado) e Spotlight de Thomas McCarthy com Michael Keaton, Mark Ruffalo, Rachel McAdams, um drama sobre um grupo de jornalistas que denuncia o abuso infantil cometido por padres católicos de Boston, há alguns anos atrás.

Correndo por fora vem Sufragette (sobre o movimento sufragista) contando com uma atuação muito elogiada da talentosíssima Carey Mulligan e também o drama mais independente, Room, com Brie Larson do magnífico filme Short Term 12. Dependendo da concorrência e de como esses filmes forem recebidos, é possível vermos as duas brigando nas primeiras posições pelo Oscar de Melhor Atriz.

Agora diretamente para a terra do gelo, dos ursos e dos guardas florestais (se é que existe mais alguma coisa além disso no Canadá) paramos em Toronto que além de nos apresentar alguns dos filmes já falados acima – é comum os mesmos filmes rodarem nesses festivais em setembro e outubro como uma maneira de ganhar impulso para a disputa do Oscar – traz Legend de Brian Helgeland (com Tom Hardy interpretando dois irmãos gêmeos, líderes do crime organizado de Londres nas décadas de 50 e 60), Demolition de Jean-Marc Vallé (diretor de Clube de Compras Dallas e Livre) e Anomalisa (novo filme de Charlie Kaufmann, um dos favoritos para a categoria animação). Ainda, The Danish Girl, filme de Tom Hooper que conta com mais uma elogiada atuação de Eddie Redmayne no papel principal.

Por último, a cidade que nunca dorme, o festival de Nova Iorque, realizado pelo grande centro de artes norte-americano: o Lincoln Center. Na Big Apple, o filme de abertura será A Travessia de Robert Zemeckis (narrativa ficcional da história real do homem que atravessou as Torres Gêmeas sob a corda bamba, documentado no filme O Equilibrista, ganhador do Melhor Filme Documentário no Oscar 2009). Nas noites seguintes vem Steve Jobs, Miles Ahead (cinebiografia do brilhante jazzista, Miles Davis com Don Cheadle na direção e no papel principal), a trilogia de Miguel Gomes, 1001 Noites, bem como outros concorrentes de Cannes, fortes na disputa pelo top 5 do Melhor Filme Estrangeiro, além de Carol, o novo filme de Spielberg com Tom Hanks como protagonista de um drama da Guerra Fria, Ponte de Espiões e, por último mas não menos importante, o novo documentário do sempre polêmico e inteligente Michael Moore, Where To Invade Next.

Pessoal, por enquanto, é isso. Agradeço a paciência e peço desculpas por atrapalhar o silêncio de sua viagem, fiquem com esses passatempos até o Oscar chegar com força total. O fim do ano está aí e esses filmes logo estrearão por aqui. Vamos esperar, ansiosos.

Renato Furtado

Vai Que Cola – O Filme (César Rodrigues, 2015)

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NOTA: 9 / Adriele Pereira

Os manos me convidaram mais uma vez e (com muita alegria!) cá estou para falar sobre o filme dessa sitcom que conquistou a todos nós. Antes que você pense que vou falar sobre Friends novamente, já adianto que o assunto de hoje é sobre a comédia que tem todo um jeitinho brasileiro.

“Vai que Cola – O Filme” é uma hilária adaptação para as telonas do programa produzido e exibido pelo Multishow. Valdomiro (Paulo Gustavo) sofre um golpe na empresa a qual era sócio e perde todo o seu dinheiro e claro, a tão estimada cobertura no Leblon. Fugindo da polícia, ele se muda para o Méier e passa a morar na pensão de Dona Jô, onde ele entrega quentinhas e reclama constantemente do quanto ele não suporta o subúrbio e sente falta do glamour da zona sul.

Ok. Até aí nenhuma novidade.

Se você conhece o programa do Multishow, você está familiarizado com essa história. Mas o que a gente não esperava era que por uma série de acontecimentos, a pensão seria interditada pela polícia civil e devido a uma proposta do ex-sócio, Valdomiro iria recuperar a cobertura e consequentemente, levar toda a galera da pensão para morar com ele.

Agora imagina: Jéssica (Samantha Schmutz), Máicol (Emiliano D’Avila), Ferdinando (Marcus Majella), Seu Wilson (Fernando Caruso), Velna (Fiorella Mattheis) e Terezinha (Cacau Protássio) se mudando do Méier para o Leblon e prometendo causar muita confusão por lá! O filme também conta com algumas aparições e participações especiais de Daniele Suziki, Luana Piovani, Jonathan Haagensen, David Brasil, Jesus Luz e Kleber Toledo.

Embora eles estejam na cobertura, não é garantido que eles permaneçam por lá. E é aí que segundo o Valdo começa a “traminha”. Em todos os momentos do filme, Paulo Gustavo fala diretamente com o espectador, o que acaba por tornar a produção ainda mais engraçada.

Vai que Cola é, definitivamente, uma prova de que há esperança para a comédia na TV (e por que não no cinema?) brasileira já tão desacreditada com atrações do canal aberto como Zorra Total e Os Caras de Pau estrelados por Leandro Hassum e Marcius Melhem que lançaram ano passado um desastroso filme de mesmo nome.

O filme se propõe a ser fiel ao humor livre e, de forma espontânea, garante muita diversão a toda família. Sim, é um filme brasileiro que você pode assistir com os seus amigos, mas também com os seus pais e o seu irmão mais novo.

As tiradas e piadas são sensacionais. Eu continuava rindo mesmo quando todos na sessão já tinham parado de rir e não me preocupei em parecer um tanto retardada por isso. Porque as piadas são, de fato, muito boas. Além disso, o roteiro de Luiz Noronha (produtor de 2 Filhos de Francisco) e Leandro Soares respeita a caracterização do programa, porém, há uma diferença de linguagem imprescindível para a narrativa do cinema.

Uma breve curiosidade procês: O trailer de “Vai Que Cola – O Filme” se tornou um fenômeno nas redes sociais Na página oficial do Multishow, o trailer teve mais de 1,3 milhão de visualizações. Somados com os números oficiais do YouTube, o trailer alcançou mais de 2 milhões de visualizações em APENAS 24 horas. Então, você já pode ter uma noção do sucesso que será quando chegar às telonas na próxima quinta, dia 01 de outubro. Garanta seu ingresso e se divirta bastante!

O Oscar Vem Aí! – Parte 1

Com a lista de nomeações dos filmes de cada país para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro chegando cada vez mais perto de estar completa e já causando barulho no meio cinematográfico, isso também quer dizer que os filmes “não-estrangeiros” (aqueles falados em inglês, na maior parte de sua duração segundo as regras da Academia) começam a ganhar velocidade e força na disputa pelo maior prêmio do cinema mundial (segundo os próprios organizadores, é claro, sou mais o Festival do Rio). No caso de certos títulos, começa a ser ganhada uma certa distância em relação aos seus concorrentes.

Em Berlim, o mundo viu o mais recente filme do excêntrico e talentoso Terrence Malick, Cavaleiro de Copas – que parece contar com grandes atuações de Christian Bale, Cate Blanchett e Natalie Portman – e também o muito elogiado drama inglês, 45 Years (do pouco conhecido Andrew Haigh e que recebeu críticas muito positivas do The Guardian e do indieWIRE).

Já das terras francesas, mais precisamente do Sul da França, da glamourosa Cannes, vem títulos com muito potencial: o drama Carol de Todd Haynes com Cate Blanchett e Rooney Mara (cujas atuações foram imensamente elogiadas, principalmente a de Mara) interpretando um casal de mulheres que vivem um amor impossível nos anos 50; e, também, a nova adaptação – as duas versões anteriores são dos mestres Orson Welles e Roman Polanski – da melhor peça de Shakespeare (na minha opinião), Macbeth, dessa vez, assinada por Justin Kurzel e contando com dois dos atores mais talentosos de sua geração: Michael Fassbender como Macbeth e Marion Cotillard como Lady Macbeth (ambos estão bastante cotados para indicações ao Oscar).

Ainda de Cannes, vem o drama de ação Sicário: Terra de Ninguém sobre os carteis e o narcotráfico no México, estrelado por Emily casa comigo você também sua linda meu amor por ti não finda toma esse verso Blunt, Benicio Del Toro e Josh Brolin e realizado por Dennis Villeneuve, um dos meus diretores favoritos dos últimos tempos e o responsável por três filmes incríveis dos quais gosto imensamente: o maravilhoso Incêndios, o incrível Os Suspeitos (Prisoners com Jake Gylenhaal e Hugh Jackman) e a interessante adaptação de um romance do brilhante José Saramago, O Homem Duplicado. Completando o timaço “francês” vem Youth de Paolo Sorrentino (diretor de A Grande Beleza, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2013), estrelado por Michael Caine e Harvey Keitel.

Agora, vamos para a Itália embarcar em uma gôndola e passear pelos canais de Veneza para conhecer um pouco mais dos possíveis concorrentes ao Oscar de Melhor Filme. Comecemos com Beasts of No Nation, novo filme de Cary J. Fukunaga, que dirigiu a surrealmente brilhante e premiada e incrível e sinistra e grandiosa primeira temporada de True Detective (com certeza uma de minhas temporadas favoritas de séries de todos os tempos, como vocês já devem ter percebido) e o bom drama Sin Nombre. Vale lembrar que Beasts carrega desde já uma certa polêmica.

O filme foi comprado para ser distribuído pela Netflix: isso que quer dizer que o filme será lançado apenas em algumas salas selecionados nos cinemas dos Estados Unidos (apenas para tornar-se elegível ao Oscar) simultaneamente ao lançamento mundial na plataforma da Netflix. Esse novo passo da empresa-favorita-de-todo-mundo piora a batalha entre os novos e os antigos modelos de produção e distribuição da indústria cinematográfica. E, uma pergunta: será que veremos o primeiro Oscar da Netflix? O filme parece ser bom, o diretor já se provou competente (tem um Emmy em sua estante, por True Detective), tem Idris Elba – um de meus atores favoritos, assistam a série Luther com ele – no papel de um “senhor da guerra” africano que treina crianças como o jovem Agu (papel do muito elogiado estreante Abraham Attah) para a guerrilha na selva. Beasts e a Netflix prometem causar barulho.

Ainda nos românticos canais de Veneza podemos encontrar Aliança do Crime de Scott Cooper, que conta a história de um dos maiores criminosos de todos os tempos dos Estados Unidos, Whitey J. Bulger, interpretado por Johnny Depp (que parece ter dado a volta por cima com esse papel, sendo imediatamente cotado para o Oscar), apoiado por um elenco de peso que possui nomes como Joel Edgerton e Benedict Cumberbatch. Para completar a escalação italiana vem Evereste de Baltasar Kormakur, drama de alpinismo com Josh Brolin e Jake Gylenhaal e que foi o responsável por abrir a 72ª edição do Festival. Ano passado, o filme de abertura foi Birdman e no anterior foi Gravidade. Será que esse ano a sorte também estará do lado do filme de abertura de Veneza? Só o tempo (e os concorrentes) poderão dizer o destino de Evereste.

Na parte 2 (porque isso aqui já tá ficando muito grande e daqui a pouco ninguém vai terminar de ler isso e eu mesmo já não tenho nem mais vontade de continuar nesse post por isso vem comigo pra parte 2 que vai estar menor, eu espero, com a ajuda dos deuses), os festivais de Telluride, Toronto e Nova Iorque.

Renato Furtado

Como as séries fisgam você (segundo a Netflix)

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É política da empresa que todos nós amamos nunca revelar os dados de consumo e visualização de suas séries e filmes, no mundo todo. Portanto, é bem capaz que nunca saibamos quantas pessoas ao certo realmente veem Narcos ou House of Cards ou BoJack Horseman (se você acha que ninguém vê, teje enganado: eu vejo) ou qualquer outra coisa que esteja no imenso catálogo da Netflix. Contudo, porém, entretanto, todavia, em certas ocasiões, o pessoal de lá libera alguns dados interessantes e hoje (dia 23 de setembro) eles lançaram algumas estatísticas interessantes: um compilado de dados explicando como as séries fisgam a gente.

Os dados dão conta de que, quando um determinado indivíduo chega a determinado episódio de determinada série, suas chances de terminar aquela temporada e prosseguir vendo as temporadas seguintes são bem maiores de quando as pessoas não chegam nesses episódios justamente pelo fato de que esses determinados capítulos possuem algum “gancho” narrativo ou reviravolta poderosos o suficiente para fisgar a gente e não soltar mais. É óbvio que, em uma primeira análise, isso pode parecer um tanto quanto desinteressante até porque você precisa não parar de assistir a temporada para terminar de assistir a temporada (nossa, até me enrolei). Mas, se vocês não se preocuparam com esse ponto, vamos ao que interessa.

É o seguinte: segundo os estudos dos empresários da empresa que todos nós amamos, quase nenhuma série fisga fãs através do piloto. Como fã confesso de Breaking melhor série de todos os tempos Bad, sempre fico bolado quando me dizem que DORMIRAM vendo o primeiro episódio: minha primeira reação é querer arrancar fora a cabeça das pessoas, mas eu não faço isso – se eu fizesse, estaria preso e não escrevendo aqui, claramente. Agora, com o estudo da Netflix em mãos, entendo que o episódio que fisga as pessoas não é o primeiro; é o segundo. E, como já mencionado anteriormente, isso acontece com várias grandes séries (How I Met Your Mother, Dexter, Mad Men, House of Cards entre muitas outras séries premiadas, consagradas e amadas pelo público, por exemplo). Mas, no fundo no fundo, o que isso quer dizer além de ser uma curiosidade interessante?

A Netflix não chegou onde chegou dando bobeira. A máxima é antiga, mas válida: camarão que dorme, a onda leva. A empresa que todos nós amamos está mais para a onda do que para o camarão pois liberar esses dados tem um motivo bastante específico: provar para as pessoas que a melhor maneira de ver séries é através do chamado binge-watching lá fora, a nossa já famosa e querida maratona, que também é o estilo de ser da Netflix.

Ao pesquisar vinte séries em 16 países e territórios distintos, eles nos lançam essas estatísticas para nos dizer que ei esqueçam essa maneira da idade da pedra de ver tevê e assinem a Netflix porque somos muito melhores e coisa e tal porque isso permite uma maior possibilidade que todos os episódios sejam vistos (ao serem liberados de uma vez só, ao invés de semanalmente), além de beneficiar o modelo de negócios da própria empresa com seus shows originais e também as séries produzidas pelas emissoras tradicionais, diminuindo as chances de cancelar séries só por causa de seus pilotos (considerando que esses não sejam realmente os episódios mais cruciais das séries, o que me parece ser um argumento realmente razoável e bem fundamentado).

Ainda, existe o argumento de que os criadores e os artistas tem mais liberdade na hora de produzir suas tramas, mas isso é assunto para outro dia, até porque essa briga entre as maratonas da Netflix e o modelo tradicional das grandes emissoras (o que dizer dos pilotos da HBO, por exemplo? É preciso prestar atenção nisso também) ainda vai durar muito tempo – além do fato de que a Netflix já já invade o mundo das telonas também, mais precisamente dia 16 de outubro com Beasts of No Nation. Por enquanto, vamos fazer o seguinte, uma promessa conjunta: quem aí não passou ainda do primeiro episódio de Breaking Bad, passa que eu aqui vou passar do primeiro episódio de Mad Men (que não rolou ainda para mim) e assim vamos seguindo, combinado?

Renato Furtado

Hotel Transilvânia 2 (Genndy Tartakovsky, 2015)

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NOTA: 8Caio César

Chegando às telas do mundo inteiro no fim deste mês, este Hotel Transilvânia 2 poderia ser muito bem encaixado na categoria de sequências que ninguém fazia questão de assistir. Isso não significa que o filme original de 2012 seja ruim, ou que o filme não tenha sido um sucesso modesto de bilheteria, mas nada inspirava no espectador uma vontade de revisitar o mundo do conde Drácula e seus amigos monstruosos. Por sorte, às vezes Hollywood insiste em uma ideia, que acredita que poderá lhe dar lucro, e o resultado é bem sucedido. O novo filme de Genndy Tartakovsky é um desses casos.

Dando uma aliviada na maré de bombas que Adam Sandler tem estrelado (talvez o segredo seja que aqui ele não expõe a fuça na tela), o filme começa muito bem, estabelecendo uma passagem de tempo para os personagens – o que, logo, sinaliza uma guinada na história, ao invés de apenas repetir a fórmula do filme anterior. Sendo assim, somos apresentados à rotina dos agora casados Johnny e Mavis, que vivem no hotel administrado pelo lendário Drácula, pai da menina – vivido com uma doçura ímpar por Alexandre Garcia, na eficiente dublagem original. Aliás, a dublagem brasileira é um acerto. Utilizando expressões regionais brasileiras e até mesmo o termo “face” (como sua mãe fala) para se referir à rede social Facebook, a versão diverte e jamais soa acima do tom do filme.

Apostando nas gags físicas para provocar o humor, o filme também é muito bem sucedido no design de seus personagens, que sempre parecem ser resistentes à qualquer regra da física e da gravidade, já que não importam os seus tamanhos, sempre estarão aptos à praticar qualquer tipo de estripulia ou malabarismo com o corpo. Tudo isso funciona muito bem na lógica e no universo do filme, conferindo ainda mais charme aos monstrengos.

Para quem pode viver eternamente, o Drácula é até bem antenado ao mundo pop do século 21. A trilha sonora evoca à hits mundiais de Fifth Harmony, entre outros, para embalar as cenas. A parte negativa fica para o uso exagerado de eletrônicos da marca Sony, produtora do filme, pelos personagens. Embora parte da trama, as cenas com os equipamentos mais parecem esquetes publicitárias do que uma ação orgânica dos personagens.

Com uma história bobinha, mas muito humor e leveza, o filme diverte principalmente os pequenos, mas poderá ser bem digerido por quem não espera que toda animação tenha o peso emotivo de um Divertida Mente da vida. Vale o ingresso, vale a pipoca, vale o entretenimento. Nada mais.

A VISÃO DOS MANOS: Perdido em Marte (Ridley Scott, 2015)

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Os dois manos assistiram juntos ao novo filme de Ridley Scott e dão as suas impressões!

#FALARENATO

Após anos de quedas e fracas narrativas, o gênero da ficção científica parece ter sido colocado de volta nos trilhos (ou no hiperespaço, vai saber). Nos últimos anos vimos filmes como Gravidade, Interstelar, Guardiões da Galáxia, (o ainda inédito por aqui) Ex-Machina, Sob a Pele (filme cult de Scarlett Johansson), o independente Sem Segurança Nenhuma e, logo logo, veremos os próximos capítulos de Star Wars, cada um deles trazendo novo fôlego – de formas diferentes – ao gênero. Esse também é o caso de Perdido em Marte, novo filme do veterano e lendário diretor Ridley Scott, baseado em um best-seller de Andy Weir, onde a trama é: um homem é dado como morto e fica preso em Marte, só que ele está vivo e a NASA precisa descobrir um jeito de trazê-lo de volta.

Apesar da premissa dramática, Perdido em Marte está bem longe de ser um drama, assemelhando-se muito mais ao tom (guardas as devidas proporções, evidentemente) de Guardiões da Galáxia do que ao tom sóbrio, científico, emocionante e grandioso de Interstelar por um simples motivo: Perdido em Marte é um filme com bastante senso de humor e isso quer dizer que sua mentalidade não é a de um filme feito para o Oscar e para as cabeças dos eleitores da Academia; é, na verdade, um blockbuster inteligente, divertido e empolgante.

Matt Damon no papel principal é simplesmente ótimo, com sua atitude de “ei eu estou preso em Marte mas vai dar tudo certo toma essa Neil Armstrong sou melhor astronauta que você”, confiando sempre que dará certo. Ou seja, no fim das contas, ele é um cara zuero que só quer realmente voltar para casa e vamos conhecendo seu personagem, Mark, pouco a pouco conforme ele nos conta sua história através de um diário filmado que ele mantem. Enquanto isso, na Terra e perdidos no espaço, os personagens de Jeff Daniels, Kristen Wiig, Chiwetel Ejiofor, Jessica Chastain, Michael Peña, Kate Mara, Donald Glover e até mesmo Sean Bean (será que ele morre? será que não? assistam), todos eles bastante competentes em suas interpretações, ainda que um pouco mal utilizados, tentam descobrir uma maneira de trazer Damon de volta para casa.

Contudo, entretanto, porém, todavia, acho que um dos pontos mais altos do filme é ver Ridley Scott – após uma década difícil de altos e baixos no cinema – mostrar que ainda tem uns bons truques na manga e que, como o personagem de Damon, não vai desistir assim tão fácil e, se possível, levando tudo numa boa. Sua direção é inteligente e sabe dosar bem os momentos cômicos, os momentos científicos, os momentos de adrenalina e suspense (acoplar sondas e compartimentos em uma nave espacial em pleno voo é sempre terrível, vide o próprio Matt Damon em Interstelar), trazendo um frescor e uma agilidade com a utilização de GoPros durante o filme, alternando planos rápidos e dinâmicos com planos estudados (a sequência em que uma foto de satélite se dissolve em movimento é incrível, demonstrando solidão e vastidão ao mesmo tempo).

Perdido em Marte não é o seu filme de Oscar, como eu disse acima, mas é um ótimo filme que realmente vale a pena ser visto, um blockbuster de outono ou coisa parecida que chega com força para conquistar um bom público sendo uma despretensiosa e realmente boa ficção científica, uma verdadeira nave especial cujo combustível são as músicas disco dos anos 80 e uma tendência a brincar com o gênero sempre com bom humor.

NOTA: 7,5

#FALACAIO

Adoro a experiência de entrar no cinema sem ter visto absolutamente nada relacionado ao longa que vou assistir. Talvez por causa da correria e do grande número de produções que assistimos na telona, seja difícil acompanhar as equipes de produção, ou até mesmo conferir um trailer dos filmes que aguardamos. E isso aconteceu comigo neste Perdido em Marte, novo filme de Ridley Scott. Não assisti a nenhum vídeo sequer. Minha única expectativa é que ele fosse parecido com Gravidade, de Alfonso Cuarón, para ser tão bom quanto. A má notícia é que o filme é completamente diferente do anteriormente citado. A boa, ele é tão eficiente em suas ambições quanto o filme estrelado por Sandra Bullock.

De cara, o ritmo aqui é outro. Os dez primeiros minutos são matadores. Não há tempo para contemplações, passeios de câmera no espaço – aqui é só adrenalina. Direto de Marte, uma tripulação da Nasa sofre com uma tempestade de areia, que os faz correr contra o tempo de volta à nave. O personagem de Matt Damon, Mark, porém, fica para trás após um incidente. Dado como morto, ele vai ter de escolher entre a conformidade de morrer naquele lugar, ou se empenhar sobre-humanamente para sobreviver.

Matt Damon está muito bem no papel do astronauta, em um daqueles papéis confiados a atores comprovadamente carismáticos e com boa performance dramática, como Will Smith em Eu sou a Lenda – visto que não é fácil segurar um filme sozinho na maior parte das cenas. Na Terra, um elenco de peso se reveza em papéis que, em algumas oportunidades, não se desenvolvem da melhor maneira possível, como o diretor da Cia interpretado por Jeff  Daniels – que às vezes se mostra apenas um homem MUITO irracional, às vezes como um homem ruim. Chiwetel Ejiofor, Jessica Chastain e Kirsten Wiig são os que mais se destacam entre os atores.

De volta à boa forma, Ridley Scott imprime um tom curioso para o filme. Em diversos momentos o riso é gerado de maneira genuína, ainda que o assunto tratado na tela seja extremamente angustiante. Para aumentar a empatia com o personagem de Damon, o roteiro se utiliza de gravações em um diário de vídeo do astronauta para conversar diretamente com o espectador. O recurso dá agilidade à montagem do longa, que, com mais de duas horas de duração, passa voando.

Com uma trilha sonora eficiente, formada a partir de sucessos dos anos 80, o filme faz uma alusão ao sucesso da Marvel Guardiões da Galáxia. A música acompanha os sentimentos do personagem, mas nunca serve de muleta sensacionalista para arrancar lágrimas dos espectadores.

O filme é um bem vindo retorno ao seu diretor. Angustiante, emocionante, cheio de suspense, engraçado e, principalmente, extremamente divertido. Não é o melhor filme do ano, mas, sem dúvidas, é um dos melhores e merece ser visto nos cinema, para que você aproveite o fator imersão na tela grande do cinema.

NOTA: 8.5

Especial FRIENDS – 21 anos de um dos maiores fenômenos POP de todos os tempos!

Friends

Colaboração especial de Adriele Pereira. Nossa amiga, estudante de Jornalismo na UFRJ, fotógrafa e apaixonada por Friends, ela foi nossa primeira opção para escrever sobre esse conteúdo, tão querido de todos nós. Parabéns pelo texto, um manifesto definitivo para os fãs da série. 

Ontem, dia 22 de setembro, a série que ajudou a mudar (junto com Seinfeld) a televisão americana e internacional no quesito produção de comédias fez 21 anos e chegou à maioridade completa com fôlego de sobra para encantar muitas pessoas mais por muito tempo: é claro, estamos falando de Friends, a clássica série que todo mundo cresceu vendo – e continua crescendo vendo e vivendo vendo e daqui uns anos até morrendo vendo também porque é realmente boa pra caramba!

O piloto da série (que durou dez temporadas, tempo suficiente para se tornar um fenômeno cultural em todo o mundo) nos apresenta os seis personagens principais, cujas vidas acompanharemos: Rachel, Ross, Joey, Phoebe, Chandler e Monica. 75 atores realizaram testes para cada um dos papeis até que a equipe de produção da NBC e os criadores da série, David Crane e Marta Kauffman (também co-criadora da série da Netflix, Grace & Frankie) finalmente decidiram escalar Jennifer Aniston, David Schwimmer, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc e Matthew Perry para viver os seis amigos.

Crane e Kauffman submeteram a ideia original da série (uma série sobre sexo, amor, relacionamentos, carreiras e sobre uma época da vida onde tudo é possível, segundo os criadores escreveram no primeiro rascunho da premissa) aos executivos da NBC. Entusiasmados, os chefões logo pediram um roteiro completo para o piloto que, assim que foi gravado e finalizado (foram gravadas, aproximadamente, oito horas que vieram a se tornar os vinte e dois minutos oficiais de duração do piloto), chamou atenção suficiente da emissora, que encomendou mais doze episódios – sem sequer ter veiculado o episódio no ar.

No dia 22 de setembro de 1994, Friends finalmente estreou e estreou com o pé direito: aproximadamente 22 milhões de pessoas assistiram ao primeiro capítulo da história. As críticas pareciam ter testemunhado o nascimento de algo realmente grandioso (apesar de ninguém saber o quão grandioso seria): no Los Angeles Times, Friends foi declarada como a melhor nova série de comédia da temporada; a revista Variety destacou os talentos dos atores, principalmente o de David Schwimmer; e outras publicações e periódicos também foram só elogios, apontando a inteligência da série e a criatividade do piloto. Esse episódio foi um sólido e divertido ponto de início para a série e daí pra frente, vocês conhecem a história: foi só ouro, só sucesso.

Algumas curiosidades: o script original trazia o título da série como Insomnia Café (graças aos deuses da televisão que virou Friends; Jennifer Aniston foi considerada inicialmente para o papel de Monica, assim como Courteney Cox fez testes para o papel de Rachel em primeiro lugar e só depois de certo estudo por parte da equipe de produção é que as duas trocaram de personagem; Jane Lynch (a Sue Sylvester de Glee) fez audições para o papel de Phoebe; Matt Le Blanc precisou de oito testes até conseguir agradar completamente os produtores; e David Schwimmer foi o primeiro ator a ser contratado.

Bom, por hoje é só (e eu juro que vou falar de alguma coisa diferente de séries e tevê aqui, juro mesmo, eu acho) e vou me despedindo por aqui desejando um feliz aniversário e a mais longa vida possível a esses seis ótimos e divertidos atores e a essa série incrível que mora lá dentro, no fundo dos nossos corações: feliz 21 anos, Friends!

MELHORES MOMENTOS DA SÉRIE!

É impossível negar que os meus personagens favoritos são o Chandler e a Phoebe, mas os manos me deram uma tarefa muito, muito difícil: escolher os 5 melhores ou os meus episódios favoritos de Friends.  Mas desafio aceito, então bora lá!

5º 7×14: The One Where They All Turn Thirty

5. The One Where They All Turn Thirty

Não tem como negar que os episódios de Friends que envolvem flashbacks são aqueles que conquistam ainda mais o nosso coração. ❤

Mas esse consegue ser ainda mais especial. A estrutura do roteiro é feita de forma muito habilidosa e cuidadosa, porque a partir do trigésimo aniversário de Rachel, todos se lembram (e lamentam!) dos seus aniversários de 30 anos. E tudo é pensado de forma que o espectador não se perca nas diferentes histórias contadas.

O melhor de Friends é que os seis são protagonistas. Você pode ter personagens preferidos como eu, mas nenhum deles é maior ou menor do que o outro. Todos os seis recebem a devida atenção. E nesse episódio não poderia ser diferente. Os momentos mais memoráveis são: quando a Phoebe encontra a sua gêmea Ursula e descobre que já tem 31 e a gente percebe o quanto o Joey tem pavor de envelhecer. E como é possível se esquecer do Ross tentando sair da baliza mais impossível da história da humanidade?

4º: (4×12) The One With The Embryos

4. The One With The Embryos

Após uma impecável terceira temporada, Friends já havia conquistado o coração de milhares de norte americanos e com a quarta (que na minha opinião é uma das melhores), consegue reafirmar a sua popularidade.

Embora o título do – simples, porém brilhante – episódio nos faça pensar na ida de Phoebe à clínica de fertilização para receber os embriões de Frank e Alice, são os outros 5 personagens que o tomam conta do cenário.

Tudo começa porque a Rachel fica muito irritada por não conseguir dormir devido à galinha que vive no apartamento do Joey e do Chandler. Por ter acordado muito cedo, ela decide ir às compras e os meninos conseguem acertar cada item da sacola de Rachel numa tentativa de provar que eles a conhecem melhor.  Insatisfeitas, Rachel e Monica pedem por revanche e Ross organiza o jogo.

A rivalidade entre os sexos (Rachel e Monica x Joey e Chandler) e a cena do quiz promovido pelo Ross é um dos momentos mais marcantes de toda série. E uma ótima jogada dos criadores, porque os personagens colocam em teste tudo aquilo que eles já passaram e por consequência, tudo o que nós vivemos com eles durante essas quatro temporadas. E a cada segredo revelado, o público se aproxima cada vez mais. O que comprova que as temporadas anteriores foram tão bem construídas a ponto de já ter um passado suficiente para sustentar esse jogo de perguntas e respostas.

A princípio eles apostam dinheiro, porém a mania da Monica por sempre ganhar coloca o apartamento em jogo quando tudo está empatado. A pergunta para desempatar é justamente aquela que ninguém sabe responder: “qual é o trabalho de Chandler Bing?” Afinal, o que ele faz mesmo? Mexe com computador, com números, com o que? Rachel arrisca e diz que ele é “transponster”, no entanto, isso sequer é uma ocupação, sequer é uma palavra. Então, merecidamente, os meninos ganham o apartamento da Monica.

Enquanto eles tentam trocar de apartamento, substituindo os móveis da Monica pelos seus, Phoebe chega e logo depois, chega o seu irmão juntamente com Alice. Em meio a tanta bagunça e a tanta gritaria, ela descobre que está grávida e por um momento eles deixam a rivalidade de lado e se abraçam em comemoração à boa notícia da amiga.

3º: (10X12) The One With Phoebe’s Wedding

3. The One With Phoebe’s Wedding

Friends é uma série sobre o cotidiano, sobre a vida e sobre as relações humanas quer seja de amizade, de afeto ou amor. Por conta disso, vemos alguns casamentos no desenrolar da série. Um dos mais memoráveis é o casamento em Londres em que o Ross diz: “Take thee, Rachel… Emily” (último episódio da brilhante quarta temporada). Porém, um dos que mais me marcaram foi o casamento da Phoebe e do Mike na última temporada.

Enlouquecida pela Monica, Phoebe é a noiva mais engraçada que conhecemos. Bem no início do episódio, ela pede a Joey para entrar com ela na cerimônia, já que o pai não conseguiu liberação na cadeia porque não conseguiu esperar até segunda para esfaquear alguém. No jantar de ensaio, Joey entra no personagem de pai da Phoebe enquanto a Monica dá ordens em tudo e todos fazendo a noiva surtar e então, demiti-la do cargo de organizadora do casamento.

Rachel e Monica são as damas de honra e Chandler e Ross estão fora da cerimônia. Porém, um dos padrinhos de Mike não poderá comparecer e isso faz com que os dois disputem para ocupar o lugar vago. Mike passa a responsabilidade para Phoebe e ela pede para a Rachel escolher. Ross que não se conforma por estar de fora de um casamento, garante a ela que se for acompanhada por Chandler, ouvirá inúmeras piadas até o altar. Já Chandler apela dizendo que nunca foi escolhido para nada e Rachel então, acaba escolhendo os dois.

Devido a forte nevasca, o casamento corre o risco de não acontecer até que Rachel sugere que Phoebe case na rua. Monica reorganiza tudo de última hora e o casório acontece bem ali em frente ao Central Perk. No final das contas, Mike deseja que o seu cachorro faça parte da cerimônia e, como o Chandler tem fobia é o Ross que carrega o cachorro ao lado da Rachel.  Joey terá que fazer a cerimônia e Chandler entra com a Phoebe.

Tá aí, uma das cenas mais lindas de Friends: ver a esquisita Phoebe vestida de noiva congelando com a neve, mas dizendo para Mike que nunca tinha tido uma família e que ele era a sua família. Pera que um cisco caiu aqui no meu olho porque eu amo esses dois e torcia por eles mais do que pro Ross e a Rachel. Ufa, enxuguei aqui. Se você não viu esse episódio ainda, veja! Tem 29 minutos e meio e vale a pena por cada segundo.

2º: (5×08) The One With All The Thanksgivings

2. The One With All The Thanksgivings

Bem como já disse, Friends é uma série sobre a vida e o cotidiano. E isso faz com que a gente presencie a celebração dos feriados, datas comemorativas e os aniversários dos nossos queridos personagens.

Em meia a tanta comemoração, de todos os episódios sobre o dia de ação de graças, pra mim esse é o melhor. Sim, supera o episódio que tem a participação de Brad Pitt o qual interpreta o Will, um velho amigo de Ross que odeia a Rachel (8×09: The One with the Rumor). Ele é muito divertido do início ao fim. A gente também descobre porque Chandler odeia esse dia e todos relembram como foram os Thanksgivings anteriores. E flashback é algo que dá MUITO certo em Friends.

Mas a cena que a gente guarda no coração é a última. Monica decide colocar um peru na cabeça para fazer uma dancinha para Chandler e assim se desculpar com ele por ter deixado a faca cair no seu pé em um dos Thanksgivings do passado. Porém ela não esperava pela adorável fala: “You are so great, I love you!” ❤  Eu simplesmente amo essa cena em que a Monica fica surpresa e Chandler tenta negar.  E o que acontece depois dela também: Joey toma um baita susto e sai correndo desesperado ao ter visto o peru na cabeça da Monica.

 1º: (10×17,18) The last one

1. The last one

Toda vez que eu assisto esse episódio eu digo pra mim mesma “não vou chorar, não vou chorar, não vou chorar”. E quando eu percebo as lágrimas já estão caindo e não importam quantas vezes eu assista sempre sorrio quando ouço o “Where?” de Chandler na última cena.

Algumas séries até começam muito bem, mas tem um final desastroso, como é o caso de Lost, How I met your mother e Dexter.  Porém os fãs de Friends não podem reclamar e negar que a série termina à altura e tão bem quanto começou. Talvez ainda melhor!

Assim como Breaking Bad, Friends tem um desfecho genial. Não é o episódio mais engraçado da temporada e também não poderia ser, porque marca a despedida de uma década. Mas tem um incrível roteiro e cenas de arrancar lágrimas e gargalhadas de todos aqueles que assistem – quer seja pela primeira vez ou pela vigésima segunda.

O episódio duplo começa com Phoebe e Joey empacotando os pertences de Monica e Chandler que acompanham Erica (Anna Faris) ao hospital.

Rachel deixa o apartamento de Ross após eles terem dormido juntos na noite anterior. Mas isso não faz com que ela mude a ideia de morar em Paris. Pelo contrário, ela encara isso como uma maneira perfeita de se despedir. Phoebe convence ao Ross para contar a Rachel o que sente e tentar fazer com que ela mude de ideia. Ele tanta fazer isso no Central Perk, mas quando ele está prestes a contar, o nosso querido Gunther confessa o seu amor até então escondido por 10 anos.

Erica dá à luz a gêmeos, surpreendendo a Monica e Chandler, a mim e a você. Pois só esperávamos apenas uma criança. Em seu apartamento, Joey mostra a Phoebe seu presente para Monica e Chandler: um pintinho e um filhote de pato para substituírem os que morreram (porém ele não sabe disso!).

Voltando ao apartamento da Monica e do Chandler, Ross decide não contar a Rachel, por medo de ser rejeitado por ela. Ela se prepara para pegar o voo, mas espera tempo suficiente para Monica e Chandler retornarem com os gêmeos, chamados de Erica (homenageando a mãe biológica dos bebês) e Jack (homenageando o pai de Monica). Depois de Rachel partir, Ross muda de ideia, e Phoebe leva-o em seu táxi para segui-la até o aeroporto. Porém ela está no Aeroporto de Newark, enquanto eles estão no JFK.

Isso faz com que Phoene tome medidas desesperadas. Para ganhar tempo, ela liga para Rachel e diz que tem um problema com a fictícia “falange esquerda” do avião. Um passageiro ouve a conversa e decide descer do avião ao descobrir que não existe um problema com a falange esquerda, mas o avião não tem falange (!!!). Você não voaria em um avião sem falange, né? Pois é. Ele também não. Isso faz com que a tripulação desça do avião e espere para embarcar em outro.

Ross e Phoebe chegam ao aeroporto enquanto Rachel está prestes a embarcar no segundo avião. Ross diz que a ama, mas ela é incapaz de lidar com a sua confissão, fica totalmente sem reação e mesmo assim entra no avião. Ross volta para seu apartamento e encontra uma mensagem de Rachel na secretária eletrônica. Ela começa a explicar as suas atitudes e decide desembarcar do avião, mas a mensagem é interrompida. Ross, incrédulo, por não ouvir até o final da mensagem se depara com Rachel de pé na porta. E então eles se beijam e finalmente ficam juntos.

Na manhã seguinte, os seis amigos se reúnem no apartamento vazio de Monica e Chandler. Com algum tempinho para se despedirem, Joey se dá conta que as paredes são roxas, todos percebem que já moraram ali e colocam suas cópias da chave no balcão. Rachel sugere que antes da Monica e do Chandler irem para a casa nova, eles saiam para tomar café. E então, surge o nosso último sorriso provocado por Friends quando Chandler pergunta “onde?”.

E imediatamente bate aquela tamanha nostalgia. Forte o suficiente para nos fazer voltar para o episódio 1: The one where monica gets a roommate. O piloto. Aquele em que tudo começou. E a razão de estarmos comemorando os 21 anos de F.R.I.E.N.D.S. ♥

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