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NOTA: 7 / Renato Furtado

Chega, mais ou menos, essa época de meio de ano e os filmes já não são mais os blockbusters de verão (no nosso caso, inverno) e ainda não são os filmes concorrentes do Oscar. As opções em cartaz começam a dar aquelas bambeadas, proliferam filmes de terror sem o menor sentido, filmes nacionais e internacionais que serão esquecidos e outros tipos de filmes que eu não sei bem exatamente o que são. Contudo, porém, entretanto e todavia, não temam, oh, queridos cinéfilos: Woody Allen está aqui para nos salvar (ou, pelo menos, salvar uma tarde no cinema).

Lançando um filme por ano (quase sempre entre julho e setembro, pelo menos aqui nas terras tupiniquins), Woody Allen continua com tudo e não dá mostras de que vai parar (não vou me surpreender se ele deixar filmes póstumos prontos, não vou mesmo). Seu último trabalho é o divertido (por oras confuso, mas com certeza divertido), Homem Irracional, estrelado por Joaquin Phoenix e Emma casa comigo sua linda Stone -nova musa do diretor.

Pesquisei por toda a internet (hipérbole, não entrei em sites russos ou chineses ou tailandeses, mais por medo do que por falta de achar, é claro, quem não tem medo de sites russos, chineses e tailandeses?) e de todas as sinopses que encontrei de Homem Irracional, felizmente, nenhuma delas entrega o segredo do filme. Sim, há um segredo que eu, felizmente também, não vou entregar. Comigo, spoiler só quando for absolutamente necessário, um dia conversamos sobre spoilers, vamos com calma, voltando…

O que vou dizer da trama de Homem Irracional é o básico do básico. Joaquin Phoenix interpreta um professor de filosofia que perdeu a vontade de viver, perdido em meio a todas as baboseiras filosóficas (como o próprio afirma) e que reencontra o desejo de retornar a respirar com a ajuda da personagem de Emma casa comigo sua linda pelo amor de deus Stone. Daí, vocês podem fazer as contas e imaginar o que acontece. Mas vocês nunca vão adivinhar o que realmente acontece (até ver o filme né, mas aí eu acho que não configura mais adivinhação).

Inspirando-se na obra do magistral escritor russo Dostóievski (olha a pista, olha a pista! e leiam os livros dele!), o novo filme de Allen zomba, faz rir, diverte e se confunde um pouco também. A falha do diretor, dessa vez, parece ter sido não saber exatamente que história contar, não tornando o filme exatamente uma coisa nem outra, mudando de tom muito rapidamente. No entanto, não restam dúvidas que é um filme de Woody Allen e é fácil ver a marca do diretor – principalmente a que ele vem desenvolvendo nos últimos anos, em seus filmes europeus – nos planos, nas conversas e caminhadas, no jazz, na grande atuação que sempre consegue extrair de seus atores (Emma Stone interpretando a aluna inteligente e, casualmente, sedutora é de uma habilidade incrível e não nos deixa esquecer o quanto ela é boa em comédias e Joaquin Phoenix, indo de um extremo sentimental ao outro em questão de segundos elevam o filme em todos os momentos; ainda, creio ser possível que a mudança de tonalidade de gênero do filme tenha sido um recurso intencional para refletir a mudança de estado psicológico do personagem de Phoenix, Abe Lucas).

Conclusão, resumo da ópera: vejam o novo filme de Woody Allen. Surpreende, é despretensioso, divertido e é sempre uma boa pedida para os fãs (não aqueles chatos que acham que depois de Manhattan ele não deveria ter feito outro filme, ou coisa parecida) do diretor, especialmente de seu lado cômico. E, acima de tudo, tem a Emma Stone. Acho que vocês já perceberam o quanto eu gosto da Emma Stone. Sério, quem não é apaixonado por ela? Por favor, né.

Assista ao Trailer de Homem Irracional!

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