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Não parece, mas daqui há pouco mais de dois meses, Frozen – Uma Aventura Congelante vai celebrar dois anos desde sua estreia nos Estados Unidos, que aconteceu no dia 22/11. De mansinho, com a ajuda do boca a boca e da publicidade positiva causada pela repetição exaustiva da canção tema Let it Go, o filme caminhou para se tornar a animação mais bem sucedida da história da Disney. Embora 2013 seja distante, a sensação é de que a história da rainha Elsa e de sua irmã Anna acabou de desembarcar nos cinemas.

Entretanto, enquanto as criancinhas MENINAS DESCONTROLADAS PATROCINADAS POR SEUS PAPAIS BOBÕES continuam vibrando em assistir ao filme pela décima vez ou comprar os milhares de artigos relacionados ao desenho, uma grande parcela do público, incluindo este que vos escreve, NÃO AGUENTA MAIS FROZEN. E a culpa é da própria Disney. Ao ver a mina de ouro que tinha nas mãos, a empresa direcionou todos os seus investimentos para a rainha do gelo, transformando cada canto de seu império em uma filial de Arendelle, o reino de Elsa.

Os mais de U$ 1.200.000 bilhões arrecadados nas bilheterias mundiais apontaram: a Disney tinha acertado. Havia aprendido com os erros de A Princesa e o Sapo, um bom filme que se perdeu em meio à euforia do público por apresentar a primeira princesa negra da empresa e ofereceu uma história pouco inspirada. Com Enrolados, o primor técnico e a emoção se combinaram. O público, entretanto, não se empolgou tanto e o filme rendeu menos da metade da bilheteria de Frozen. Aqui no Brasil, muitas pessoas TORCEM O NARIZ (piada de tiozão) para o filme por causa da HORRENDA também chamada de PIOR DE TODOS OS TEMPOS dublagem de Luciano Huck para o protagonista (mas dublagem é um assunto para outro post).

Com os cofres cheios de dinheiro, a empresa do ratão não demorou para mudar seus planos e direcioná-los para toda sorte de produtos frozenzíficos. Os parques de Walt Disney World em Orlando foram preenchidos de verdadeiras gambiarras, atrações montadas às pressas para satisfazer os desejos de quem viajava para lá apenas na esperança de ver as irmãs recém descobertas. Coisas curiosas aconteceram, mas com certeza UM GALPÃO DE GELO ONDE CRIANÇAS BRINCAVAM NO GELO (NÃO ERA NEVE, ERA GELO) definitivamente ganhou o prêmio de maior bobeira da estação.

No meio de 2014 é lançado um curta-metragem chamado Frozen: Febre Congelante, feito com sobras de cenas e aproveitamento de planos já criados para o primeiro filme (NO MAIOR ESTILO CHAVES) apenas para nos fazer de bobos e não deixar as crianças esquecerem quem era a nova rainha do pedaço. No início de 2015, o anúncio que todos esperavam: Frozen 2 estrearia em 2017. Sinal dos tempos.

Não me entendam mal! Acho Frozen um bom filme. Na minha opinião, inferior à Enrolados, mas ainda sim, muito bom. O problema é que a Disney tem milhares de outros clássicos muito mais legais e interessantes do que esse filme de gelo, com um nome gringo que faz com que papais e mamães achem que “Frozen” é uma das personagens. “O filme da Frozen”; “A boneca da Frozen”… POR FAVOR! Ninguém aguenta mais a Frozen…

O sucesso do filme é caso de estudo de vários especialistas. Mas no fim das contas, não importa se eu não gosto, se um ou dois, ou três, ou TODOS OS pai não curte muito, as crianças estarão vibrando por Olaf e cia. O que podemos fazer em relação à isso? Alguém tem uma opinião? Quer saber…. let it go. 

Caio César

 

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