toy-story-3-24Em tempos de Facebook e outras redes sociais, Linha do Tempo passou a ter um sentido mais imediato na vida das pessoas. Com apenas um F5, as coisas velhas de uma hora atrás são substituídas por novíssimas interações que nos trazem uma satisfação que dura até o próximo refresh. Uma bobagem que, nem de longe, lembra a timeline da nossa vida – cheia de publicações fixas que nos custam a sair do mural da nossa mente.

Deixar o tempo passar pode ser uma das tarefas mais difíceis de nossa existência. O tempo, para nós, simboliza muito. Foram nove meses aguardando pacientemente a hora de sairmos para a luz. A partir daí, só tempo correndo. Como gerenciar todas as experiências e tudo o que conhecemos durante os anos que já se passaram? Escolher ficar preso ao passado, se libertar para o futuro, ou viver o presente como um álbum de recordações eterno?

Andy, essa figura que ilustra o texto, um personagem dos filmes Toy Story, da Disney Pixar, cresce, vai para a faculdade, encara greves, entrevistas de estágios, relacionamentos, burocracia, mas ainda consegue se emocionar por ver um período bonito de sua infância ficar para trás. Nossas relações pouco orgânicas de hoje em dia não tem nos deixado mais viver essas emoções. Se permitir esse tipo de sentimento é perda de tempo?

Quanto tempo paramos durante o dia para pensar no tempo? Ele foi e nem nos demos conta. A oportunidade de fazer a diferença sempre escorre em nossos dedos enquanto assistimos passivamente a areia de nossa ampulheta acabar.

Aonde temos guardado as experiências que o tempo que passou nos proporcionou? E as que eu vivo agora? Vai dar tempo de sonhar? F5

Caio César

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