horasA equipe do C2M está muito feliz em anunciar que o nosso querido concorrente a uma das cinco vagas do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro acaba de conquistar o Brasil, vencendo um dos maiores problemas do nosso cinema: a distribuição. Agora, Que Horas Ela Volta? está em 90% mais salas do que estava antes, são 155 cinemas de 55 cidades (segundo informações da página do filme no Facebook) exibindo esse grande filme!

O motivo de comemorar esse feito é simples: é importante e crucial que esse tipo de filme atinja o maior número de pessoas possível porque, além de ser uma ótima narrativa, fala da situação de nosso país e de nosso povo com sensibilidade e delicadeza, atingindo todos os públicos porque foi feito para ser visto para todos os públicos. Ao não mergulhar na crítica social e política (sem deixar de criticar bastante) como seu tema principal, mas sim usar esses elementos como um forte e marcante pano de fundo, Anna Muylaert torna esse filme essencial para todos os brasileiros, cinéfilos ou não, porque busca ser universal e tem sucesso nisso.

O argumento das distribuidoras, no entanto, normalmente é que um filme como esse não chamaria público, não levaria espectadores às salas de cinema. Essa argumentação, nesse caso, é fraca. Além de ser um filme para todos, Que Horas Ela Volta? não é um filme marcantemente dramático e possui muitos momentos cômicos. Ainda, conta com Regina Casé, apresentadora de sucesso e figura famosa da televisão, como atriz principal. Portanto, o argumento não se sustenta. Que Horas Ela Volta? além de ser bom, é rentável (o que é bastante importante).

É outro motivo de comemoração, portanto, a diversificação dos títulos oferecidos. Quando pararem de nos tratar como reféns das mesmas comédias de sempre, estaremos em uma melhor situação porque conheceremos cada vez mais toda a beleza de nosso cinema.

Para concluir, sem entrar em mais detalhes do filme (você pode encontrar nossa resenha completa aqui), devo dizer: contar as histórias de nosso povo com tanto tato é algo difícil e poucos cineastas conseguem fazer isso. Muylaert conseguiu e agora seu filme está em todo o Brasil para ser visto por todos nós. Vamos lá, nos emocionar, rir, chorar e torcer. Viva o cinema brasileiro!

Renato Furtado

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