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outubro 2015

DICA GOLD: 5 filmes para ver no Netflix – Parte 2

Chegamos ao nosso maravilhoso sábado e, dessa vez, eu acertei o timing e trago para vocês a PARTE DOIS da DICA GOLD de cinco filmes para ver no Netflix (descontando a parte dos cinco filmes que vocês provavelmente não viram que está aqui) e que estrearam na segunda parte desse mês de outubro show de bola. Sem mais falatório, aí vai:

Ring – O Chamado

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Apesar do Caio já ter feito um post muito maneiro sobre o Halloween (aqui), esse filme aqui vai de bônus nesse dia das bruxas para galera que curte filmes de terror. Essa é a versão original do famoso filme O Chamado, dirigido por Gore Verbinski e que assustou todo mundo com a Samara. Aqui é a mesma coisa da versão americana: uma garota misteriosa e demoníaca mata as pessoas que assistem a sua fita de vídeo após sete dias; a não ser que os espectadores encontrem a forma de escapar. A diferença entre o filme americano e o filme japonês é que o filme japonês é feito por japoneses (sério, não diga!) e japoneses são LOUCOS PRA CARAMBA. É isso, filme clássico do terror mundial.

Perigo por Encomenda

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Esse é um filme que parece ruim, mas que, na verdade, é no mínimo bem divertido de se assistir (e, no fim das contas, eu acho que é realmente um bom filme). A trama é simples: um entregador de encomendas em Manhattan tem que entregar um pacote que torna-se objeto de atenção de um policial corrupto e assim começa a perseguição do policial (o ótimo Michael Shannon, que consegue brilhar até naquele final tosco de O Homem de Aço) ao entregador (Joseph Gordon-Levitt, em uma interpretação bastante divertida). O lance é que Levitt faz suas entregas por bicicleta e todo o tom do filme é baseado na ação da perseguição implacável do policial – que dispõe de todos os meios para perseguir alguém – ao rapaz com a bicicleta. Se você está procurando por profundidade ou um grande enredo, esse não é o filme. Mas, se você está procurando por um bom filme de ação e aventura em plena Nova Iorque, com momentos de ótimo suspense e adrenalina, Perigo por Encomenda é a escolha certa.

Amantes Passageiros

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Esse filme já está na Netflix há um tempo, mas foi renovado agora, então vale estar aqui. Sem dúvidas, esse é (DE LONGE E COM TODA A CERTEZA) o pior filme de Pedro Almodóvar. Sério, não tem a menor condição, esse filme realmente não é muito bom não (ainda mais comparado ao filme anterior do espanhol, o magnífico e excelente A Pele que Habito). Porém, contudo, entretanto, todavia, eu ri muito e muito e muito quando eu vi esse Amantes Passageiros. É quase uma comédia besteirol (se você olhar atentamente, é também uma sátira inteligente sobre as vidas modernas e sobre a condição da sociedade espanhola como um todo, atualmente) sobre alguns passageiros de um avião que começam a enlouquecer dentro da aeronave, gerando situações muito engraçadas e muito divertidas. Mesmo em um filme não tão bom, Almodóvar consegue brilhar: consegue dirigir seus atores de forma extremamente cômica e divertida. Certas sequências são incrivelmente engraçadas e desenhadas de forma inteligente (há uma cena dentro da cabine dos pilotos onde Javier Camara, um ótimo ator, rouba a sequência completamente do fundo da cena). Novamente, se você busca um filme com profundidade, esse não é o filme certo; vá ver qualquer um dos outros trocentos filmes do Almodóvar (sério, vá ver, são brilhantes, o cara é um gênio). Mas, caso contrário, se você busca rir bastante e quase que aleatoriamente, pode dar play em Amantes Passageiros sem medo.

Kick-Ass 2

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Outro caso de filme que não é lá essas coisas se comparado ao filme anterior. Novamente, vou defender esse filme que as pessoas não gostam tanto. A diferença é que em Kick-Ass 2 não temos Matthew Vaughn (Kingsman e Stardust) na direção, não temos Nicolas Cage em um dos melhores papeis de sua vida e não temos Mark Strong como vilão (pra mim, um dos melhores atores para fazer vilões ou caras que vão te sacanear só porque eles podem na atualidade). No entanto, mesmo que a parte 2 não consiga chegar no mesmo nível badass da parte 1, Kick-Ass 2 é, ainda assim, um filme bastante divertido. Na sequência, acompanhamos Kick-Ass e Hit-Girl precisando enfrentar uma legião de vilões, formada para derrota-los. Para se manterem vivos, terão a ajuda da própria liga de super-heróis. O que mais você pode querer de super-heróis contra super-vilões (lembrando que em Kick Ass ninguém é super alguma coisa, de fato) além de diversão, ação, porrada, uma menina adolescente matando a torto e a direito e uma boa dose humor negro fornecida principalmente pelo sempre hilário Christopher McLovin Minz-Plasse e pelo ótimo Jim Carrey em um de seus melhores papeis dos últimos anos?

Back in Time

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Para fechar esse belo mês de outubro ainda comemorando a chegada de Marty McFly (que você pode ler mais sobre na nossa matéria especial aqui), a Netflix disponibilizou no dia 21 o documentário Back in Time, um apanhado sobre a importância cultural exercido pela trilogia De Volta para o Futuro, além do impacto do filme à época, nos contando como o filme foi feito, entrevistando quase todo o elenco (incluindo Michael J Fox, Christopher Lloyd, o diretor Robert Zemeckis, o produtor Steven Spielberg e o produtor e escritor Bob Gale) e uma legião de fãs, intercalando cenas dos filmes com momentos dos cultos quase religiosos realizados hoje em dia em homenagem à essa incrível trilogia de filmes, bem como nos apresentando vários DeLoreans reformados pelos fãs mais true desse mundo como verdadeiras máquinas do tempo, provando que De Volta para o Futuro é um dos maiores clássicos de todos os tempos e, provavelmente, um dos filmes que melhor representa o espírito do cinema americano. É isso que acontece ao unir um roteiro perfeito, um diretor extremamente bom, atores muito competentes e perfeitos nos papeis para os quais foram escolhidos: um filme visionário e imortal, que continua sendo importante 30 anos depois – e que continuará sendo 60, 90, 120, 150 (e por aí vai) anos depois.

É isso gente, até a próxima!

Renato Furtado

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5 Filmes que fazem a gente MORRER de MEDO

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Por Caio César

Então é isso, mais um Halloween. Aqui no site, não existe dúvida sobre quem vai escrever sobre esse assunto. Isso porque temos, como todos sabem, 2 MANOS, MAAAAAAS, um deles não assiste a filmes de terror em nenhuma circunstância. Sobrou pra quem? Este que vos fala. Não sou nenhum poço de coragem para esses filmes, mas vale a pena o esforço para trazer uma lista de 5 Filmes que fazem a gente MORRER de MEDO. 

Antes de tudo, é importante dizer que os filmes de terror hoje em dia andam beeeeem sem graças. Não passam de compilados de sustos absurdos que, na maioria das vezes, não criam uma atmosfera real de horror – apenas brincam com a resposta do nosso corpo para o atirar de algo na tela ou o som mais alto. Tenho que confessar que eu não curto muito filmes sobrenaturais, e fujo completamente de tudo que tenha diabo, capeta, cramunhão, demônio, cão, capitoro, satã no título. Sugiro que faça o mesmo. Confira nossa lista:

01- Chucky: O Boneco Assassino

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Gente, bem antes de Anabelle, já existia esta praga deste boneco. Só consegui colocar essa imagem aqui do lado na matéria porque está de manhã. Não suporto olhar esse brinquedo. Ele me dá calafrios até hoje. Se hoje em dia seus filmes virarão legítimas comédias de humor negro, lá nos anos 80 o boneco era o pior pesadelo das crianças. O filme, disponível no Netflix, conta a história de um criminoso e fugitivo da polícia que, para não ser preso, faz um ritual de magia negra e linka sua alma à esse lindo boneco. Não satisfeito em ser de plástico, vai atentar a vida de um pobre menino para conseguir se apossar do seu corpo. MEEEEEDO

02- A Invocação do Mal

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Dirigido pelo mestre do terror James Wan, que já assustou meio mundo com Jogos Mortais, Sobrenatural e, sinceramente, deve ter bastante dificuldade para dormir de noite, este filme vai ao limite do terror psicológico, sem esquecer dos bons sustos. O casal Warren é chamado para cuidar de um caso estranho na casa de uma família. PODERIA SER CUPIM, MAS É DEMÔNIO. Tudo assusta nesse filme, um dos longas de terror mais celebrados da décadas. Marque com uns amigos, faça pipoca, ore e assista. Talvez ore no final de novo. E antes de dormir.

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03 – Extermínio

Dirigido pelo vencedor do Oscar, Danny Boyle, Extermínio é um filme sensacional! Acontece que ele vem a ser sobre zumbis, mortes e alguns sustos. Mas, ainda assim, sensacional. Esqueça aqueles zumbis loucos que andam devagar e ficam pensando no que fazer. Aqui o contágio é imediato, após o contato com mucosas, suor, ou mesmo uma gota de sangue. Os zumbis correm, são espertos e, sempre, muito assustadores. Assista sem medo de errar! Entendeu? Medo? afffffffffff

325664  04 – Freddy Vs Jason

Ok, esse filme pode não ser o MAIS assustador que você vá ver na sua vida. Mas, mesmo assim, vale muito a pena! É simplesmente o encontro de dois dos maiores mitos dos filmes de terror de todos os tempos! Eles assustaram seus pais, vocês, e, provavelmente, vão assustar seus filhos e filhas. No longa, Freddy ressuscita Jason para que ele meta medo em uma cidade, já que o monstro dos sonhos é alimentado por medo – mas os jovens estavam ligados demais na internet (EM 2003!!!!!!! HOJE, ENTÃO, O JASON IA TER DE RESSUSCITAR A DITADURA PRA COLOCAR MEDO EM ALGUÉM). Entretanto, Jason sai do controle e quer exterminar todo mundo, deixando nada para o listrado. AÍ QUE COMEÇA A ÉPICA BATALHA! Tá na espera por Capitão América: Guerra Civil? Mate (kkkkk), assistindo essa pérola.

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05 – Pânico

Mano!!!!! O que falar desse filme? Ele simplesmente redefiniu toda uma geração de filmes de terror. Engraçado, sensual e, principalmente, cheio de sangue, Pânico resiste,a té hoje, como um dos maiores filmes de terror de todos os tempos. Basta ver o cinema que se faz hoje. É tudo resultado de cada cena brilhantemente executada pelo mestre Wes Craven, que também havia criado Freddy Krueger, e que faleceu neste ano, deixando um enorme legado para o cinema de terror. Disponível no Netflix, é um prazer poder rever sempre que puder. #dicagold.

BONUS ROUND

****** A “saga” Crespúsculo

Você deve ter se perguntando o que significava aquela foto no início da matéria né? Pois bem. Tem filme mais assustador que esse gente? Mal atuado, dirigido, escrito… Sem contar com a quantidade de gente mundo afora que defende o filme até o último suspiro. COMASSIM GENTE? Nesse Halloween, pode ser uma boa pedida. Tiro certo. Para um bom cinéfilo, pode ser o mais aterrorizante da lista.

Star Wars 7 é só MISTÉRIO!

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Por Caio César

J.J Abrams é um dos homens mais procurados do mundo. Não, ele não é um criminoso, espião, político corrupto ou coisa que o valha. Ele é APENAS a cabeça por trás do novo Star Wars, o filme mais aguardado da década. Criador de Lost, diretor de Missão: Impossível III e do reboot de Star Trek, ele é o cara de Hollywood no momento.

Star Wars – O Despertar da Força estreia mundialmente no dia 17/12 mas, enquanto isso, ele já quebra recordes de vendas de ingressos e de reserva de entradas para a exibição dos cinemas. Nos Estados Unidos, as pré-estreias quebraram os recordes anteriores (da série Jogos Vorazes) em mais de oito vezes.

Grande parte do sucesso do marketing do filme vem pelo mistério que está sendo feito em cima do material. Tudo o que foi liberado até agora sobre o filme não conta nem um pouquinho a história real do longa. Nem mesmo o sensacional trailer, divulgado na semana passada. E, para quem acha que vai conseguir ver mais um pouco antes do filme estrear, uma má noticia: NÃO TEM MAIS TRAILER! Apenas serão divulgados mais alguns comerciais de TV. De resto, só mistério.

E aí, animado para o novo filme? Confira aqui, a entrevista com o diretor.

O Último Caçador de Bruxas (Breck Eisner, 2015)

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NOTA: 5 / Por Caio César

Existem filmes que são ruins e ponto. Outros que podem ser extremamente difíceis de engolir, mas são divertidos. É o caso desse O Último Caçador de Bruxas, que estreia nesta quinta em todo Brasil, após flopar em sua estreia nos Estados Unidos, na semana passada. Em seu primeiro filme original (sem contar com os Guardiões da Galáxia) após mais de uma década se dedicando às sequências de suas séries de sucesso (Fast and Furious e Riddick), Vin Diesel está de volta, pior do que nunca, para viver um homem que é “amaldiçoado” com uma vida eterna de servidão à uma organização de caça às Bruxas que descumprem um acordo de paz selado com ela há séculos atrás.

O conceito, que até soa bem em um primeiro momento, é sabotado primariamente pela escalação de Diesel para o papel principal. Já na primeira cena, onde é exigido dramaticamente, o ator diz à que não veio e entrega o ouro para o resto da projeção. Em questões dramáticas. Já como heroi de ação, é inegável que o carismático brutamontes consiga se virar bem, realizando sem problemas as cenas que exigem mais dele. Meu problema com Vin é que, de maneira ininterrupta, ele exclama suas falas no roteiro como se fossem frases motivacionais ou meros slogans. Não há qualquer carga emocional no que ele diz, quebrando qualquer aproximação com as questões do seu personagem.

E se o protagonista não está bem, o mesmo pode se dizer do elenco de apoio. A única esperança, Michael Caine, é exilado do filme durante grande parte do tempo. Rose Leslie é sem sal demais e Elijah Wood parece uma criança, em um papel completamente mal resolvido. Além disso, o roteiro procura dar algum tipo de dinâmica para uma mitologia difícil de ser assimilada, o que resulta em diversas cenas com diálogos chatos e expositivos ao extremo.

Você deve estar se perguntando? E onde esse filme problemático diverte? Ué, e lá tem coisa mais engraçada que ver Vin Diesel de cabelo longo e barba trançada? Brincadeiras a parte, as cenas de ação são bem conduzidas e, boa notícia, a exibição não é em 3D. Violento, o filme não poupa esforços para arrancar um olhar de repulsa do espectador. Suficientemente engraçado, o longa conta ainda com um plot twist no final que corre o risco de não ser entendido por quem chegou cinco minutinhos atrasado na sessão. Não é uma obra prima. Mas vale a pipoca.

DICA GOLD: 5 filmes recentes que você provavelmente não viu

Ok, ok, vocês vão me dizer que hoje é segunda e não sábado e que eu falei que a coluna ia ser aos sábados. Mas, se liguem no seguinte: em algum lugar do mundo, com certeza, ainda é sábado (creio eu). Mesmo que sábado já seja coisa da semana passada, vamos ficar com uma lição da Bela Gil: vocês podem substituir essa desculpa pela desculpa do horário de verão ou pela desculpa do fui comer um hamburguer e não consegui voltar a tempo de fazer o ENEM e essa lista, por exemplo. Contudo, entretanto, porém, todavia, vamos ao que interessa: os cinco filmes dessa semana são cinco filmes recentes que vocês provavelmente não viram (e se já viram, é só rever porque é só filme bom!) e é claro que todos estão lá na empresa que todos nós amamos. Então vamos que vamos

Rush – No Limite da Emoção

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Vi esse filme casualmente, no meio de um ano qualquer, no meio de uma tarde qualquer, sem esperar muito. Confesso que fui mais para passar o tempo no cinema, pretendia ver um outro filme mais à noite, no mesmo dia. Conclusão: minha memória não guardou o filme que eu queria ver, mas sim esse belíssimo filme dirigido pelo ótimo Ron Howard (Frost/Nixon e Uma Mente Brilhante) que conta a história da célebre rixa, da ferrenha competição entre dois dos maiores pilotos da história da fórmula 1: James Hunt (Chris Thor Hemsworth) e Nikki Lauda (Daniel Brühl em uma atuação sensacional). O resultado é praticamente um filme de aventura de tirar o fôlego (a trilha sonora assinada pelo genial Hans Zimmer e a fotografia de Anthony Dod Mantle, fotógrafo famoso pelo trabalho em Quem Quer Ser um Milionário? e 127 Horas, contribuem para os grandes níveis de tensão e adrenalina colocados no filme), com Howard nos colocando no nível da pista, dentro dos velozes veículos da fórmula 1, praticamente correndo junto com os carros dos dois personagens em uma narrativa incrível e clássica. Um filme realmente e surpreendentemente bom, bem dirigido, produzido e interpretado e que, infelizmente, não recebeu a atenção devida na época do seu lançamento, pelo menos aqui no Brasil.

Confusões em Família

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Uma família desfuncional encontra várias confusões quando um (ou mais de) seu(s) membro(s) embarca em uma jornada pessoal de auto-descobrimento (se é auto é pessoal não é? isso foi um pleonasmo?) e rimos bastante com seus problemas e coisa e tal. Ok, essa sinopse pode ser colocada em, basicamente, um zilhão de filmes da década passada, época em que as chamadas dramédias (eu já falei que odeio esse termo?) ou as comédias dramáticas independentes começaram a se popularizar (o maravilhoso Pequena Miss Sunshine é, provavelmente, o melhor e mais famoso exemplo), atraindo a atenção de grandes estúdios, atores e até mesmo da Academia. Confusões em Família é um filme que compartilha dessa sinopse, mas que possui uma trama divertida, surpreendente e cheia de personagens enrolados o suficiente para ser um filme que vale a pena ver. Produzido e estrelado por Andy Garcia, o filme conta a história do personagem de Garcia, um agente prisional americano, que descobre ter um filho perdido que é um ex-presidiário e enquanto tenta se aproximar de sua cria recém-descoberta, precisa lidar com os seus problemas e os problemas de sua família. Uma boa comédia, recheado de um humor inteligente (uma pitada de humor negro não faz mal a ninguém) e estranhamente divertido.

Um Método Perigoso

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Os filmes de David Cronenberg, todos eles, entram em algum ponto ou nível da escala da loucura. Não sou grande fã dos trabalhos dele, mas gosto particularmente de sua fase com Viggo Mortensen, que rendeu três bons filmes: Marcas da Violência, Senhores do Crime e este Um Método Perigoso. Enquanto os dois primeiros filmes tratam muito mais da violência física propriamente dita, Um Método Perigoso embarca na violência psicológica (que muitas vezes até dá vazão à violência física, evidentemente) e centraliza sua narrativa na relação entre os dois maiores personagens da história da psicanálise: Sigmund Freud (brilhantemente interpretado por Viggo Mortensen) e Carl Jung (ótima e firme atuação de Michael Fassbender, que ajudou a firmar o ator como a estrela que ele está vindo a ser tornar atualmente). Em uma trama cheia de tensão e suspense, os dois psicanalistas precisarão tratar do caso peculiar de Sabina Spielrein (papel de Keira Knightley, em uma incrível e bem trabalhada performance), resultando em um drama bem forte e bastante inteligente.

50/50

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Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, chegaria a hora de falar sobre um dos meus filmes favoritos e assim que comecei a escrever esse post percebi que seria muito mais difícil do que eu imaginava. Provavelmente o filme mais conhecido dessa lista, 50/50 é uma comédia dramática sobre um cara de apenas 27 anos (Joseph Gordon-Levitt) que descobre ter câncer e, consequentemente, 50% de chance de viver. Esse é um dos filmes que dão motivo para os meus amigos dizerem que eu não tenho coração; em toda minha vida, só me lembro de ter chorado – chorado mesmo, choro heavy metal, não de só encher o olho de lágrima – em apenas 3 filmes: em Toy Story 3, em Divertida Mente e em 50/50. Para quem não viu esse filme, apenas digo para largarem tudo e correrem para ver imediatamente. E para aqueles que já viram, a recomendação é a mesma. Um filme realmente divertido, emocionante, que tem Anna Kendrick, também conhecida como o amor da minha vida e que está na minha lista de filmes favoritos, bem lá no topo (qualquer dia coloco por aqui a resenha sentimental que eu fiz desse filme na época que eu vi).

A Vida dos Outros

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Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2007, A Vida dos Outros é o filme mais velho e o mais desconhecido dessa lista (muito provavelmente por ser um filme alemão mesmo). Durante os últimos anos da Guerra Fria, um agente da polícia secreta recebe a missão de espionar e vigiar um escritor e sua esposa através de escutas. O problema é que quanto mais tempo passa ouvindo os dois, mais imerso na vida de seus alvos, o agente fica. Um filme aparentemente suave, mas que possui uma tensão, um estado de nervos, um alarme constante por baixo da sua aparente tranquilidade, um drama um pouco mais lento e não tão simples, mas um grande filme que vale a pena ser visto. Destaque para a ótima fotografia e para a direção competente de Florian Henkel von Donnersmarck (também diretor de O Turista, com Johnny Depp e Angelina Jolie).

Por hoje é só e até a próxima.

Renato Furtado

PS: Não, eu não chorei vendo Marley & Eu e nem Up. Beijos e abraços.

LISTA: Os 25 filmes mais reassistíveis (???) de todos os tempos

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Renato Furtado

Existe um site muito maneiro na internet chamado FiveThirtyEight que reúne uma penca de artigos sobre tudo o que você imaginar e que também é, provavelmente, um dos maiores redutos de tarados por estatísticas de todo esse mundo. Esses caras já inventaram todo tipo de medida numérica que você possa imaginar. No outro dia mesmo eles inventaram um programa que prevê o futuro dos jogadores de basquete da NBA, o que vai acontecer com os caras, o quão bons eles serão e coisas assim. Coisa de doido e é claro que eles não deixaram o cinema passar longe. Por isso, o pessoal lá resolveu compilar uma lista dos vinte e cinco filmes mais reassistíveis (?????? sério, preciso de muitas interrogações para essa palavra) de todos os tempos através de uma pesquisa na internet que retornou mais de quatro mil filmes!

É aquele tipo de coisa: você simplesmente não vai sentar e vai lá, de boas, escolher fazer uma maratona de repetição de A Lista de Schindler ou algo assim. Não me entendam errado, A Lista de Schindler é um filme de rara perfeição cinematográfica, mas não é o tipo de filme que você escolheria levar para uma ilha deserta considerando que você só poderia levar apenas um filme para uma ilha deserta – até porque, haja canais lacrimais para produzir tanto choro em uma maratona infinita de repetição de A Lista de Schindler.

Por isso, se você quer dar uma relaxada e ver justamente um filme que você já viu umas trocentas vezes e, por algum motivo, está indeciso sobre qual deles você vai escolher, aí vai a lista que a galera do FiveThirtyEight reuniu (levando em conta que é uma lista composta apenas por filmes americanos e/ou ingleses, ok?):

1.) Star Wars de George Lucas

2.) O Mágico de Oz de Victor Fleming

3.) A Noviça Rebelde de Robert Wise

4.) A Trilogia do Senhor dos Anéis de Peter Jackson

5.) E O Vento Levou de Victor Fleming

6.) O Poderoso Chefão de Francis Ford Coppola

7.) A Princesa Prometida de Rob Reiner

8.) Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption) de Frank Oz

9.) Os oito filmes de Harry Potter

10.) A Felicidade Não se Compra de Frank Capra

11.) Forrest Gump de Robert Zemeckis

12.) Grease de Randal Kleiser

13.) Dirty Dancing de Emile Ardolino

14.) Pulp Fiction de Quentin Tarantino

15.) Titanic de James Cameron

16.) O Rei Leão de Roger Allers e Rob Minkoff

17.) Uma Linda Mulher de Garry Marshall

18.) Casablanca de Michael Curtiz

19.) The Matrix dos Irmãos Wachowski

20.) Diário de uma Paixão de Nick Cassavetes

21.) Star Trek de JJ Abrams

22.) Procurando Nemo de Andrew Stanton e Lee Ulkrich

23.) Os Bons Companheiros de Martin Scorsese

24.) Orgulho e Preconceito de Joe Wright

25.) Clube dos Pilantas de Harold Ramis

BÔNUS:

26.) The Avengers de Joss Whedon

Como vocês podem ver, tem uns resultados aí que me parecem ser bem evidentes. Star Wars, Harry Potter, Matrix, O Rei Leão, Procurando Nemo, entre outros, são todos filmes bastante populares e, no mínimo, divertidos, o que justifica bastante o fato de você querer ver eles o tempo inteiro. Agora, tem algumas outras entradas dessa lista que são um pouco estranhas. Sério, quem aguenta ver E O Vento Levou mais de uma vez (não que o filme seja ruim, mas às vezes não dá nem pra ver uma vez que seja porque é tão loooooongo)? Particularmente, gostei de ver o reboot do Star Trek aí porque eu realmente gosto desse filme, acho divertido e incrível e empolgante.

Por hoje, é só pessoal!

S.O.S Mulheres ao Mar 2 (Chris D’Amato, 2015)

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NOTA: 8 / Colaboração de Esperanza Mariano

Apesar de S.O.S Mulheres ao Mar (2013) ter terminado com um final conclusivo e sem precisar de continuação, o sucesso de bilheteria brasileiro fez com que o a produção e elenco se reunissem novamente no início desse ano para gravar uma sequência. O resultado, felizmente, superou o primeiro filme e divertiu ainda mais o espectador.
Dirigido por Cris D’Amato, S.O.S Mulheres ao Mar 2 tem seu início focado no relacionamento de Adriana (Giovanna Antoneli) e André (Reynaldo Gianecchini). Após o “felizes para sempre” do casal, a protagonista se torna uma escritora de sucesso e André continua sua carreira como estilista. Dessa vez, o galã irá lançar sua nova coleção de roupas dentro de um cruzeiro e a modelo principal é sua ex-noiva. Adriana, que antes não poderia comparecer ao lançamento, tem uma crise de ciúmes  e no último momento decide ir atrás do namorado.

O filme, então, finalmente reúne o trio Adriana, Dialinda (Thalita Carauta) e Luiza (Fabiula Nascimento), e a sala de cinema é tomada por risadas. Apesar da personalide extremamente ciumenta de Adriana ser quase insuportável e super exagerada (quem aguenta tanto drama em um relacionamento?), ouso dizer que Giovanna Antoneli está no melhor momento de sua carreira. Mas quem rouba a cena, no entanto, é Dialinda. A antiga empregada de Adriana se mudou para Miami, nos Estados Unidos, e agora está em busca sua permanência no país. As cenas feitas por Thalita Carauta são tão espontâneas e engraçadas que é impossível não se divertir.

Filmado em Miami, Orlando, Cancún, Yucatan e Rio de Janeiro, o único pecado do filme talvez seja o merchandising descarado. Mas é fácil ignorar a propaganda e curtir um filme bem feito e humorado, com atuações divertidas e competentes.

Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma ( Gregory Plotkin, 2015)

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NOTA: 4 / Por Caio César

Pode não parecer, mas este longa é o sétimo filme da série Atividade Paranormal à estrear nos cinemas desde 2009. Resultado, é claro, da arrecadação absurda dos filmes, frente aos orçamentos minúsculos que possuem, mas, também, de uma rede de fãs que conhecem toda a “mitologia” da série e que não perde um novo capítulo.

Dessa vez, o marketing do filme investiu pesado na premissa de que o filme apresentaria novas questões – uma quebra no repetitivo esquema das sequências anteriores. Para a tarefa, o montador de todos filmes da série, Gregory Plotkin, foi chamado para tocar o barco. Entretanto, não se engane. O filme apresenta exatamente mais do mesmo. Apenas com a diferença de que, agora, também será exibido em 3D.

O filme acompanha a história de uma família normal que, após mudar para uma nova casa, começa a experimentar um contato com o além túmulo através de sua filha, Leila. Não demora muito para o filme começar a fazer o que faz de melhor: uma sucessão de sustos, cujo o item mais assustador é o roteiro, que se dobra às necessidades dos personagens e não explica metade das coisas que propõe.

Prepare-se para uma hora e meia de: coisas acontecendo no escuro; repentinos momentos silenciosos que valorizam o estouro sonoro que vem logo em seguida; e, principalmente, o total desrespeito ao MANUAL DE REGRAS PARA PROTAGONISTAS DE FILMES DE TERROR. Quando o cramunhão mesmo começa a agir, ninguém sai de casa, ninguém foge, ninguém ora. Ficam passivos demais, deixando sua filha dormir sozinha… AFFFFFF, MANO ELES NÃO APRENDEM?

Outra coisa que já deu também é essa coisa de Found Footage. É inegável que há bons filmes com esse estilo, como Poder Sem Limites, mas, só estando muito ligado na história que está sendo contada para não se fazer algumas perguntas como: SE O CAPETA TÁ ATRÁS DE VOCÊ, POR QUE CONTINUAR SEGURANDO ESSA BENDITA CÂMERA?! Ou ainda, o que dizer sobre alguns lindos planos feitos no momento em que o fantasma persegue um dos membros da família?

Anunciado como o último filme da franquia, esse novo Atividade Paranormal, sem dúvida, não vale o valor do ingresso. Com um 3D equivocado que só se manisfesta na presença do mal, a projeção perde qualidade com a penumbra que predomina na tela durante o tempo todo.

Para os fãs, entretanto, ainda há esperança. O final meio que aberto pode sugerir que a promessa de que este era o derradeiro filme era falsa. À julgar pelas reações do público na sessão em que eu assisti ao filme, é só preparar o tripé e mandar ver na câmera.

Goosebumps – Monstros e Arrepios (Rob Letterman, 2015)

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NOTA: 6,5 / Por Caio César

Confesso que entrei no cinema amarradão para assistir esta adaptação dos livros de R.L. Stine para os cinemas. Havia lido alguns de seus livros, mas, principalmente, era fã das séries da Nickelodeon (Goosebumps) e de uma que passava no SBT quando eu era criança: A Hora do Arrepio – ambas inspiradas na obra do escritor, que já vendeu mais de 300 milhões de livros no mundo inteiro. O filme, ao invés de se fixar em apenas um só conto, narra a história de um jovem, Zach Cooper, que ao se mudar para a nova vizinhança, é aterrorizado pela figura de R.L Stine, interpretado por Jack Black, pai da menina Hannah, por quem o rapaz se interessou. Junto com um abobalhado colega, Zach irá descobrir que os livros de uma estante que o autor guarda em sua casa, na verdade são portais para a materialização de monstros dos mais diferentes tipos – o arsenal de guerra do best-seller.

O filme é divertido. Mas não passa disso. Com um roteiro divido em fases, tal qual em um vídeo game, os adolescentes tem de ir enfrentando monstro por monstro. Os efeitos especiais também não ajudam a tarefa de fazer com o que o expectador se ligue à trama. Jack Black está bem em cena, ainda que interprete o personagem em uns tons abaixo do que de costume. Dylan Minnette é o melhor do elenco mais novo,um dos maiores prejudicados pela falta de uma direção mais firme. Em momentos no início parece que o longa vai tomar o caminho do Terrir. Em outros, entretanto, o tom pastelão predomina, em diálogos recheados de imbecilidade.

Aliás, o roteiro cheio de furos não consegue empolgar. E se o boneco Flappy é líder da insurgência dos vilões, o que dizer de outros que só tem tempo para aparecer no canto da tela, sem qualquer tipo de desenvolvimento? Mesmo com esses erros, o filme diverte e ajuda à resgatar as tradições de um tempo que já passou, de filmes como Jumanji, entre outras histórias fantásticas para adolescentes.

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