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Colaboração de Esperanza Mariano, amante de cinema, estudante de jornalismo da UFRJ, apoiadora do blog e nossa amiga. A popularíssima Pepe mantém o Blog All The Way, com nossa amiga Elisa Zanatta. Obrigado pelo carinho e a bela crítica.

NOTA: 7 / Esperanza Mariano

A nova versão do clássico Peter Pan chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (8) e, a convite dos Manos, venho compartilhar minha opinião sobre o longa metragem.

Dirigido por Joe Wright (Orgulho e Preconceito), Pan busca contar a história de como e quando o garoto de 12 anos realmente chegou a Terra do Nunca. Peter (Levi Miller) é um órfão rebelde que não se conforma em ter sido abandonado pela mãe (Amanda Seyfried). Ele vive com outros garotos em um orfanato comandado por um grupo de freiras e certo dia, encontra uma carta de sua mãe onde ela conta que o ama e que eles vão se encontrar novamente, seja “neste mundo ou em outro”. A partir de então, já sabemos que o destino de Peter sempre foi estar em outro lugar, a Terra do Nunca. Mas é por acaso que, em determinada noite, Piratas invadem o orfanato e, em uma sequência que parece ter sido tirada de uma apresentação do Cirque Du Solei, “raptam” os garotos, levando-os em um navio voador até a segunda estrela à direita, direto ao amanhecer.

Finalmente somos transportados para a Terra do Nunca e nos encontramos com o tão aguardado Barba Negra, interpretado por Hugh Jackman. A atuação do vencedor do Oscar de 2013, no entanto, não salva a próxima etapa do filme. Apesar de entreter o telespectador, Pan acaba se tornando uma mistura de muitas ideias e personagens para pouco espaço de execução. A história de Peter também acaba sendo demasiadamente previsível, com exceção de um ponto (que acaba sendo mal explorado): sua estranha amizade com Gancho (Garrett Hedlund) – o famoso pirata ainda não era capitão e se torna uma espécie de protetor mais velho do garotinho, ao lado da nativa Tiger Lily (Rooney Mara).

Em suma, Peter Pan é uma mistura de bons atores com uma história falha, mas que entretém na medida do esperado – e nada mais. A ideia do roteiro, bastante atrativa para os fãs da história, me deixou com grande expectativa. Talvez por esse motivo tenha saído do cinema um tanto quanto decepcionada com o resultado final. Senti que o filme deixa mais dúvidas do que respostas e uma porta fica aberta para uma possível continuação, mas que parece improvável levando em conta o desempenho geral do longa.

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