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NOTA: 6,5 / Renato Furtado

Todo ano desembarcam nos cinemas uma infinidade de filmes de ação, em números tão grandes quanto os filmes de comédia ou os filmes de terror e o motivo para isso é simples: é fácil realizar filmes de ação (bem como de comédia e de terror), sendo, minimamente, decente – contando que o espectador não se prenda muito aos absurdos desenrolados durante a trama; além disso, a busca por esses filmes é muito grande. No Brasil, não é diferente e o filme Operações Especiais chega para tentar dar um novo fôlego ao segmento dos filmes de ação aqui no país.

Dirigido por Tomás Portella e escrito por ele mesmo em parceria com Martina Rupp, o longa conta a história de Francis (personagem de Cléo Pires), que decide entrar para a Polícia Civil como uma forma de melhorar de vida. Contudo, logo depois de ser efetivada, a policial é chamada para compor uma força-tarefa cujo objetivo é acabar com a violência e restaurar a paz na cidade de São Judas do Livramento, tomada por bandidos que fugiram após o confronto com o exército e a polícia no Morro do Alemão, no Rio de Janeiro há alguns anos atrás. A equipe é chefiada pelo personagem de Marcos Caruso e conta com dois policiais experientes, Roni (Thiago Martins) e Décio (Fabrício Boliveira).

Com boas atuações (Fabíula Nascimento tem um pequeno papel no filme mas, como sempre, rouba todas as cenas, que atriz incrível que ela é), alguns diálogos interessantes e divertidos (principalmente os feitos pela narração, nem sempre necessária, diga-se de passagem, do personagem de Marcos Caruso) e cenas de ação muito bem trabalhadas – a perseguição no final do filme e a longa sequência do combate no morro onde os bandidos trocam tiros com os policiais são realmente muito boas e não ficam devendo em nada aos tradicionais filmes de ação americanos em termos de entretenimento e ação -, Operações Especiais é um filme que só não é melhor por causa de seu roteiro que em muitas vezes parece querer explicar demais o que quer dizer ao invés de simplesmente nos mostrar, querendo provar e demonstrar seus argumentos sobre corrupção policial e violência, por exemplo, com muita vontade e acabando por entregar tudo “mastigado” aos espectadores que sequer tem tempo de pensar e preencher as lacunas do filme.

Contudo, apesar de ter certos problemas, Operações Especiais é definitivamente uma prova de que o cinema de ação tem espaço no Brasil.

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