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NOTA: 4 / Por Caio César

Pode não parecer, mas este longa é o sétimo filme da série Atividade Paranormal à estrear nos cinemas desde 2009. Resultado, é claro, da arrecadação absurda dos filmes, frente aos orçamentos minúsculos que possuem, mas, também, de uma rede de fãs que conhecem toda a “mitologia” da série e que não perde um novo capítulo.

Dessa vez, o marketing do filme investiu pesado na premissa de que o filme apresentaria novas questões – uma quebra no repetitivo esquema das sequências anteriores. Para a tarefa, o montador de todos filmes da série, Gregory Plotkin, foi chamado para tocar o barco. Entretanto, não se engane. O filme apresenta exatamente mais do mesmo. Apenas com a diferença de que, agora, também será exibido em 3D.

O filme acompanha a história de uma família normal que, após mudar para uma nova casa, começa a experimentar um contato com o além túmulo através de sua filha, Leila. Não demora muito para o filme começar a fazer o que faz de melhor: uma sucessão de sustos, cujo o item mais assustador é o roteiro, que se dobra às necessidades dos personagens e não explica metade das coisas que propõe.

Prepare-se para uma hora e meia de: coisas acontecendo no escuro; repentinos momentos silenciosos que valorizam o estouro sonoro que vem logo em seguida; e, principalmente, o total desrespeito ao MANUAL DE REGRAS PARA PROTAGONISTAS DE FILMES DE TERROR. Quando o cramunhão mesmo começa a agir, ninguém sai de casa, ninguém foge, ninguém ora. Ficam passivos demais, deixando sua filha dormir sozinha… AFFFFFF, MANO ELES NÃO APRENDEM?

Outra coisa que já deu também é essa coisa de Found Footage. É inegável que há bons filmes com esse estilo, como Poder Sem Limites, mas, só estando muito ligado na história que está sendo contada para não se fazer algumas perguntas como: SE O CAPETA TÁ ATRÁS DE VOCÊ, POR QUE CONTINUAR SEGURANDO ESSA BENDITA CÂMERA?! Ou ainda, o que dizer sobre alguns lindos planos feitos no momento em que o fantasma persegue um dos membros da família?

Anunciado como o último filme da franquia, esse novo Atividade Paranormal, sem dúvida, não vale o valor do ingresso. Com um 3D equivocado que só se manisfesta na presença do mal, a projeção perde qualidade com a penumbra que predomina na tela durante o tempo todo.

Para os fãs, entretanto, ainda há esperança. O final meio que aberto pode sugerir que a promessa de que este era o derradeiro filme era falsa. À julgar pelas reações do público na sessão em que eu assisti ao filme, é só preparar o tripé e mandar ver na câmera.

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