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NOTA: 6,5 / Por Caio César

Confesso que entrei no cinema amarradão para assistir esta adaptação dos livros de R.L. Stine para os cinemas. Havia lido alguns de seus livros, mas, principalmente, era fã das séries da Nickelodeon (Goosebumps) e de uma que passava no SBT quando eu era criança: A Hora do Arrepio – ambas inspiradas na obra do escritor, que já vendeu mais de 300 milhões de livros no mundo inteiro. O filme, ao invés de se fixar em apenas um só conto, narra a história de um jovem, Zach Cooper, que ao se mudar para a nova vizinhança, é aterrorizado pela figura de R.L Stine, interpretado por Jack Black, pai da menina Hannah, por quem o rapaz se interessou. Junto com um abobalhado colega, Zach irá descobrir que os livros de uma estante que o autor guarda em sua casa, na verdade são portais para a materialização de monstros dos mais diferentes tipos – o arsenal de guerra do best-seller.

O filme é divertido. Mas não passa disso. Com um roteiro divido em fases, tal qual em um vídeo game, os adolescentes tem de ir enfrentando monstro por monstro. Os efeitos especiais também não ajudam a tarefa de fazer com o que o expectador se ligue à trama. Jack Black está bem em cena, ainda que interprete o personagem em uns tons abaixo do que de costume. Dylan Minnette é o melhor do elenco mais novo,um dos maiores prejudicados pela falta de uma direção mais firme. Em momentos no início parece que o longa vai tomar o caminho do Terrir. Em outros, entretanto, o tom pastelão predomina, em diálogos recheados de imbecilidade.

Aliás, o roteiro cheio de furos não consegue empolgar. E se o boneco Flappy é líder da insurgência dos vilões, o que dizer de outros que só tem tempo para aparecer no canto da tela, sem qualquer tipo de desenvolvimento? Mesmo com esses erros, o filme diverte e ajuda à resgatar as tradições de um tempo que já passou, de filmes como Jumanji, entre outras histórias fantásticas para adolescentes.

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