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NOTA: 5 / Por Caio César

Existem filmes que são ruins e ponto. Outros que podem ser extremamente difíceis de engolir, mas são divertidos. É o caso desse O Último Caçador de Bruxas, que estreia nesta quinta em todo Brasil, após flopar em sua estreia nos Estados Unidos, na semana passada. Em seu primeiro filme original (sem contar com os Guardiões da Galáxia) após mais de uma década se dedicando às sequências de suas séries de sucesso (Fast and Furious e Riddick), Vin Diesel está de volta, pior do que nunca, para viver um homem que é “amaldiçoado” com uma vida eterna de servidão à uma organização de caça às Bruxas que descumprem um acordo de paz selado com ela há séculos atrás.

O conceito, que até soa bem em um primeiro momento, é sabotado primariamente pela escalação de Diesel para o papel principal. Já na primeira cena, onde é exigido dramaticamente, o ator diz à que não veio e entrega o ouro para o resto da projeção. Em questões dramáticas. Já como heroi de ação, é inegável que o carismático brutamontes consiga se virar bem, realizando sem problemas as cenas que exigem mais dele. Meu problema com Vin é que, de maneira ininterrupta, ele exclama suas falas no roteiro como se fossem frases motivacionais ou meros slogans. Não há qualquer carga emocional no que ele diz, quebrando qualquer aproximação com as questões do seu personagem.

E se o protagonista não está bem, o mesmo pode se dizer do elenco de apoio. A única esperança, Michael Caine, é exilado do filme durante grande parte do tempo. Rose Leslie é sem sal demais e Elijah Wood parece uma criança, em um papel completamente mal resolvido. Além disso, o roteiro procura dar algum tipo de dinâmica para uma mitologia difícil de ser assimilada, o que resulta em diversas cenas com diálogos chatos e expositivos ao extremo.

Você deve estar se perguntando? E onde esse filme problemático diverte? Ué, e lá tem coisa mais engraçada que ver Vin Diesel de cabelo longo e barba trançada? Brincadeiras a parte, as cenas de ação são bem conduzidas e, boa notícia, a exibição não é em 3D. Violento, o filme não poupa esforços para arrancar um olhar de repulsa do espectador. Suficientemente engraçado, o longa conta ainda com um plot twist no final que corre o risco de não ser entendido por quem chegou cinco minutinhos atrasado na sessão. Não é uma obra prima. Mas vale a pipoca.

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