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Este post faz parte do especial Oscar 2016: Apostas C2M para melhor animação. 

Por Caio César / NOTA: 6
Em pleno 2015, não me sinto um frustrador de sonhos quando digo que Hollywood não se interessa mais fazer filmes. O desejo de todo grande estúdio é construir marcas poderosas o suficiente para que, mesmo após o lançamento do “prato principal”, os consumidores se sintam na obrigação de continuar ligados aos personagens e à história – e de quebra aos milhares de produtos licenciados. No meio dessa galhofa se encontra Minions, spin-off da franquia original Meu Malvado Favorito, que se tornou uma das mais poderosas marcas do cinema nesta década.

É importante dizer que os filmes originais já não são um primor cinematográfico. Divertido, inspirador e infantil na medida certa, o longa original, de 2011, foi um sucesso inesperado que arrecadou quase 550 milhões de dólares no mundo todo, frente a um orçamento limitado. A sequência foi esperada com furor pelos espectadores e pelo mercado. Resultado: 970 milhões de dólares no caixa. Um sucesso arrebatador. Os filmes narram a história de Gru, um vilão convicto que é confrontado pela situação de três meninas órfãs que enxergam nele um pai que lhes fora tomado. Mas, o que mais chamava atenção mesmo eram os ajudantes do ser maligno: doces criaturazinhas amarelas que queriam demonstrar toda a sua devoção por Gru.

Vendendo bonecos dos Minions como água, e, segundo pesquisa, sendo os alienígenas a sua maior imagem no mercado atualmente, a Universal tratou de encomendar um filme solo para as criaturinhas. A boa notícia é de que o filme não é ruim. Em alguns aspectos, talvez superior à primeira sequência do original. A má é que falta sentido e originalidade às histórias vividas pelos bonequinhos.

No filme, os Minions são seres que devotam as suas vidas à vilões durante algum tempo. Quando o último líder passa dessa pra melhor, eles começam uma saga para descobrir quem será a próxima mente do mal a ser auxiliadas por essa mão de obra amarela. Sobram momentos genuinamente engraçados, mas a história arrastada e a falta de empatia com os antagonistas não ajuda.

A sensação que dá é que estamos assistindo à um grande comercial. E isso, claro, nunca é bom. O longa esquenta nos últimos 20 minutos, dando sinais de que poderia ser uma obra melhor, caso a preocupação artística fosse maior que a comercial. Infelizmente, não acontece. Infelizmente pra gente, né?! Porque a Universal comemorou o mais de 1.100 bilhões de dólares arrecadados no mundo inteiro.

 

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