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Renato Furtado

Primeiramente, feliz 2016! Segundamente (?), sejam bem-vindos de volta à página favorita de todo mundo depois do twitter oficial do Wesley Safadão e da página principal da Netflix! Para o primeiro post do ano, nada melhor que continuar nosso especial sobre o Oscar 2016! O anúncio dos indicados é logo ali no dia 14 de janeiro – ou seja, a próxima quinta, sem ser essa agora, a outra. Para entrarmos nesse ano que será infinitamente melhor do que 2015, vamos logo pisar no acelerador e trazer as apostas para as categorias de Melhor Atriz e Melhor Ator!

MELHOR ATRIZ

5) Charlotte Rampling (45 Anos)

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Quem viu 45 Anos, sabe porque ela está nesta lista. Quem não viu, corre lá e cata em algum lugar para ver imediatamente. Em uma performance devastadora, sutil e potente, Rampling, a veterana do grupo, deve receber sua primeira indicação ao Oscar, um anúncio que coroará a interpretação inesquecível da britânica no ano de 2015. Smoke gets in your eyes…

 

4) Jennifer Lawrence (Joy: O Nome do Sucesso)

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Mais um fim de ano, mais um filme de David O. Russel cotado para receber diversas indicações ao Oscar, mais uma vez Jennifer Lawrence no páreo. Após vencer por O Lado Bom da Vida e ser indicada como atriz coadjuvante por Trapaça, Lawrence retorna à categoria de atriz principal em uma atuação de altíssimo nível, como de costume. Outro ponto positivo: a performance de Lawrence em Joy: O Nome do Sucesso faz com que já possamos esquecer o fracasso que foi Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2.

3) Saoirse Ronan (Brooklyn)

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Aqui está uma atriz que já dava mostras de entrar na conversa de fim de ano de premiações há um tempo. O que faltava mesmo era um papel bom o suficiente para que ela pudesse demonstrar todos os seus talentos. Eis que surge Eilis, a protagonista de Brooklyn, uma personagem incrível que Ronan traz à vida com maestria e delicadeza. Esse pode não ser o ano em que ela vencerá o Oscar, mas essa indicação prova que vencer a estatueta da Academia é só uma questão de tempo para Saoirse Ronan.

2) Cate Blanchett ou Rooney Mara (Carol)

Esse páreo é uma incógnita. Enquanto é um fato que as duas atrizes merecem a indicação para a categoria de Melhor Atriz Principal (ainda mais Rooney, que é “teoricamente” a atriz principal de Carol), o estúdio do filme está fazendo campanha para Mara na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante e Blanchett na categoria de Melhor Atriz Principal – o que faz sentido, visto que a segunda tem mais “nome” e chama a atenção dos eleitores, além de abrir duas frentes possíveis para vitória no Oscar, aumentando a chance de levar não um, mas dois prêmios de atuação. No caso, tudo está em aberto. O certo mesmo seria que as duas entrassem (nesse caso, sairia Jennifer Lawrence). O cenário mais realista é que apenas uma das duas entrará.

1) Brie Larson (O Quarto de Jack)

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A grande favorita do ano para a categoria é Brie Larson. O seu trabalho em O Quarto de Jack é revelador e traz à tona uma das melhores e mais jovens atrizes trabalhando no momento. Com força e sensibilidade, O Quarto de Jack é um verdadeiro veículo que consegue abrir espaço para que Larson demonstre toda a extensão – que não é pouca, muito pelo contrário – dos seus talentos. Além de O Quarto de Jack, a prova de suas habilidades de interpretação é a sua performance no maravilhoso Short Term 12 – filme pelo qual ela deveria ter recebido uma indicação ao Oscar nesta categoria.

 

MELHOR ATOR

5) Will Smith (Um Homem Entre Gigantes)

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Quando um amigo meu me avisou sobre esse filme, que pretendia ser uma grande denúncia à NFL, a liga nacional de futebol americano dos Estados Unidos, logo vi uma grande oportunidade de testemunhar uma narrativa explosiva: o que melhor que um filme pra brigar com uma organização poderosa e pisar no calo dos engravatados? Nada. O problema é que parece que o filme é bem mais leve do que deveria ser. Mas tudo bem porque, por outro lado, grande parte dos méritos da narrativa vem da performance de Will Smith, em um verdadeiro e potente retorno a um grande papel no cinema. Esse é o Will Smith que queremos ver (e também o Will Smith de Esquadrão Suicida, obviamente), sempre salvando os filmes.

4) Bryan Cranston (Trumbo: Lista Negra)

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Para aqueles que assistiram Breaking Bad (se você ainda não assistiu, acho melhor repensar as escolhas da sua vida porque uma vida sem Breaking Bad não é vida), a indicação de Cranston não será nenhuma surpresa. Cranston é, sem dúvidas, um dos melhores atores de sua geração e os grandes papeis no cinema estão apenas começando a chegar. Esperem por mais Cranston nas edições do Oscar dos próximos anos. Logo logo, ele vence. Afinal, estamos falando do homem que ajudou a redefinir as narrativas televisivas.

3) Eddie Redmayne (A Garota Dinamarquesa)

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Sou do time que discorda da Academia nesta edição passada em relação ao Oscar de Melhor Ator – a estatueta era claramente destinada a Michael Keaton, em um dos melhores papeis de sua carreira e uma das melhores performances dos últimos anos. No entanto, o talento de Redmayne é inegável e seu retrato de Stephen Hawking é pungente, emocionante e incrivelmente bem construído. Em mais um complexo papel, Redmayne se supera e entrega uma performance ainda melhor no novo filme de Tom Hooper (meu deus, como ainda deixam esse cara realizar filmes?), justificando mais uma indicação ao Oscar de Melhor Ator.

2) Michael Fassbender (Steve Jobs)

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A cada vez que preciso falar sobre Michael Fassbender, fica mais difícil: os adjetivos para definir o talento e a capacidade cênica de Fassbender já estão acabando. Mas, vou tentar mais uma vez. A verdade é que Fassbender é um dos melhores atores da atualidade e não há muito que ele não possa fazer. Afinal, esse é o cara que é, ao mesmo tempo, o Magneto, o Rei Macbeth e agora também é Steve Jobs. Esqueçam aquele filme com o Ashton Kutcher (se é que vocês lembravam desse filme, se é que alguém sabia da existência desse filme). Mantenham em mente apenas a performance de Fassbender, o retrato definitivo de Steve Jobs. Tão bom que é como naquela história famosa do Charlie Chaplin (na qual ele não venceu um concurso que pretendia eleger o melhor imitador de Charlie Chaplin): se Fassbender competisse com Jobs, Fassbender venceria.

1) Leonardo DiCaprio (O Regresso)

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MEU PAI DO CÉU, EU NÃO ACREDITO QUE VEREI ISSO, ATÉ QUE ENFIM, AGORA VAI, NÃO TEM COMO, SE NÃO FOR A GENTE PARA DE ESCREVER SOBRE CINEMA, DESATIVA O SITE E VAI VENDER PIZZA NA PIZZA2MANOS. Leonardo DiCaprio dirigido por Iñarritú, fotogrado por Lubezki e acompanhado por Tom Hardy. Sério, vamos dar logo o prêmio pro cara, essa é a vez, não tem como não ser! E não é só porque já cansamos de vê-lo bater na trave; é porque ele merece mesmo – e não é de hoje, diga-se de passagem. Sua interpretação em O Regresso é, provavelmente e para dizer o mínimo, a melhor de sua carreira (levando em consideração que este é o mesmo cara que interpretou Jordan Belfort e Calvin Candie na mesma vida, sem contar com os grandes outros papeis de anos anteriores). Agora vai DiCaprio!

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