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Renato Furtado

Domingo passado foram anunciados os vencedores do Globo de Ouro 2016!

Agora, é hora de analisar os destaques e ganhadores – e verificar se as vitórias contam como impulso ou não para o Oscar – de uma noite que teve momentos memoráveis, belos discursos, grandes e gratas surpresas, vitórias absurdas, o ânimo contagiante do Ridley Scott e uma tonelada de piadas, muitas delas infelizes.

Acima de tudo, agora é a hora de ver se o C2M – seu site favorito perdendo apenas para o Instagram do Aloísio Chulapa – é bom de palpite ou não. Vem com a gente! (Insira sua divindade favorita aqui ex: Bill Murray) no controle!

CINEMA

Em relação aos filmes, de uma maneira mais geral, erramos feio. Previmos Mad Max e Joy ganhando em suas respectivas categorias: deu O Regresso como Melhor Filme de Drama e Perdido em Marte como Melhor Filme de Comédia/Musical. Além disso, roteiro, que estava uma parada dura, previmos Tarantino e quem levou foi Aaron Sorkin, por Steve Jobs.

Nos quesitos Melhor Diretor e Melhor Animação, nós acertamos: Alejandro G. Iñarritú e Divertida Mente.

Nos atores e atrizes principais, foi só sucesso. Leonardo DiCaprio e Brie Larson como atores principais de Drama e Matt Damon e Jennifer Lawrence como melhores atores principais de Comédia foram os ganhadores e as nossas apostas. Já no campo das atuações coadjuvantes, erramos tudo: a atriz coadjuvante ficou com Kate Winslet (previmos Jennifer Jason Leigh) e o ator com Sylvester Stallone (previmos Idris Elba), que protagonizou um dos grandes momentos da noite ao ser ovacionado de pé por causa de sua vitória, muito merecida, diga-se de passagem.

O Globo de Ouro é um prêmio louco, isso é verdade, mas em relação ao Cinema, acho que vimos coisas interessantes. Leonardo DiCaprio e Brie Larson consolidaram-se como favoritos em suas categorias no Oscar, Stallone e Winslet ganharam uma força, assim como Aaron Sorkin e Steve Jobs – que agora volta a brigar com mais impulso por uma das vagas na categoria de Melhor Filme. Em relação à animação, nenhuma surpresa: Divertida Mente deveria ser indicado a Melhor Filme e Melhor Roteiro Original, sem mais. A premiação de Iñarritú como Melhor Diretor faz bastante sentido e é possível que, caso Spotlight vença o prêmio principal no Oscar, a Melhor Direção fique com Iñarritú (já que com Tom McCarthy, o responsável por Spotlight, definitivamente não ficará. A vitória de Perdido em Marte praticamente garante uma vaga para o filme, ainda que o longa seja superestimado e O Regresso, grande ganhador da noite com três prêmios, ganhou também força o suficiente para brigar com Carol e Spotlight pela mais importante estatueta do mundo do Cinema (segundo a Academia, é claro).

Resultado C2M: 6/11 = 55% de acerto! Podia ser pior, podia ser melhor, estamos na média, passamos de ano (eu acho).

TELEVISÃO

Na televisão, acertamos a Melhor Série de Drama, que ficou, muito merecidamente, com a sensacional Mr Robot; por outro lado, falhamos na Comédia, quando previmos Veep, que perdeu para Mozart in the Jungle. Na outra categoria de melhor série televisiva, a louca melhor telefilme/melhor série limitada/minissérie, deu Wolf Hall – e ficamos muito tristes porque Fargo, melhor série do ano e nossa aposta, não venceu. =(

A melhor atriz em minissérie/filme para tv deveria ter sido Kirsten Dunst, nossa aposta, mas foi Lady Gaga. No lado masculino, previmos o companheiro de Dunst em cena, Patrick Wilson; o prêmio foi para o sempre genial Oscar Isaac, brilhante na ótima Show me a Hero.

Para tristeza do Caio (e da nação, provavelmente), nossa Viola não levou o prêmio para casa. O prêmio de melhor atriz de drama em séries ficou com Taraji P Henson (merecidamente), que saiu distribuindo cookies para todo mundo em uma referência ao nome de sua personagem, Cookie. Aliás, favoritismo é (quase) inexistente no Globo de Ouro: na categoria de melhor ator em série de comédia, Jeffrey Tambor, nossa aposta, perdeu para Gael García Bernal.

Ser favorito só deu certo mesmo para Jon Hamm, que venceu da nossa aposta e orgulho nacional, Wagner Moura, na categoria de melhor ator em série dramática. Na categoria de melhor atriz em série cômica, deu a desconhecida Rachel Bloom, que venceu Julia Louis-Dreyfus, nossa aposta e todas as outras três concorrentes em uma conquista surpreendente.

A melhor atriz coadjuvante desse ano não foi Uzo Aduba; foi Maura Tierney. A outra surpresa foi a vitória de Christian Slater (não porque ele não merecesse por seu papel em Mr. Robot, mas simplesmente surpreendente por ser o Christian Slater) na categoria de melhor ator coadjuvante, em cima do brilhante Ben Mendelsohn.

Nunca pensei que fosse viver para ver Christian Slater e Sylvester Stallone ganhando prêmios na mesma edição de uma competição. Infelizmente não deu para o Wagner esse ano, mas continuamos torcendo tanto para ele quanto para o sucesso de Narcos. Gael García Bernal foi uma boa surpresa, assim como Maura Tierney e Taraji P Henson, definitivamente merecedores de seus prêmios. Nas séries, Wolf Hall vencer Fargo é, para o C2M, inacreditável. Mr. Robot foi a melhor série de drama do ano – depois de Fargo; sim, amamos Fargo – e Mozart in the Jungle mostrou sua força, levando o prêmio para casa para coroar os esforços de uma série boa e manter o reinado da comédia nas mãos da Amazon Prime. Agora: o que é Lady Gaga ganhando um prêmio de atuação? Se as piadas de Ricky Gervais, em uma noite triste e pouco inspirada, não fossem tão ruins, quase ficariam engraçadas perante à piada que é ver Lady Gaga ganhar um troféu desse tipo. O único lado bom é que ela rendeu os melhores gifs da noite feat. DiCaprio. No fim das contas, fica a dúvida: quem é Rachel Bloom?

Resultado C2M: 1/11 = 9% de acerto! Alemanha 7×1! Pífio, ainda bem que somos Cinema2Manos e não Série2Manos.

Fiquem ligados, quinta saem os indicados para o Oscar!

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