peanuts-gang-winter.jpg

NOTA: 9 / Adriele Pereira

Primeiramente, gostaria de confessar a vocês que esperava por esse filme desde quando eu soube que estava sendo produzido. Então, vocês já podem imaginar a expectativa que criei para conferir se a adaptação estaria ou não à altura das tirinhas criadas pelo cartunista Charles Schulz.

Logo no início, a animação dirigida por Steve Marino (Horton e o mundo dos Quem! e a Era do Gelo 4) demonstra o cuidado de ser sido coerente com à caracterização dos personagens e bem fiel às tirinhas publicadas de 1950 a 2000. A tradicional vinheta da 20th Century Fox é tocada no piano fazendo referência ao Schroeder, o personagem que cultiva o amor à música clássica, principalmente ao Beethoven. Ele também é conhecido como a paixão de Lucy van Pelt, a irmã mais velha de Linus.

O filme se divide em dois enredos. Ou melhor, em duas aventuras. Snoopy – o beagle mais amado do mundo – narra em sua máquina de escrever a missão enquanto piloto: alcançar o seu adversário, o Barão Vermelho e resgatar Fifi. Geralmente quando está em cima de sua casinha vermelha, Snoopy aparece acompanhado pelo Woodstock. Paralelamente à essa história, temos as desventuras do nosso querido e atrapalhado Charlie Brown e todos os seus fracassos ao tenta falar com a garotinha ruiva.

É muito interessante a forma como o roteiro explora as principais características de cada personagem da turma dos Peanuts, uma vez que o filme não se prende apenas aos melhores amigos Charlie Brow e Snoopy. Pelo contrário! Cada personagem tem o seu valor e a animação é construída de forma com que a gente se simpatize com a Sally, a irmã caçula do Charlie que é totalmente o oposto dele porque sempre tem uma visão positiva das circunstâncias; com a Patty Pimentinha, a que dorme em todas as aulas e sempre está se metendo em confusão e também com a sua melhor amiga Marcie, a menina nerd do grupo que é apaixonada pelo Charlie Brown; com o Linus, o personagem que não larga a sua manta azul e é o intelectual que vive filosofando sobre a vida e sempre tem algo inteligente a dizer e até mesmo com a Lucy, a garota mais egoísta e mandona do grupo que sempre está implicando com o Charlie Brown, raramente dá o braço a torcer.

O filme deixou a desejar na dublagem. Em um determinado momento, tive a sensação de que foram contratados apenas três ou quatro dubladores que alternavam a afinação ou entonação de suas vozes.

A animação tem como principal trilha sonora Better when I’m dancing, da Meghan Trainor.  E quanto à história, eu não vou dar spoilers, porque é uma adaptação que eu recomendo a todos vocês assistirem e espero, sinceramente, que os surpreenda. O filme é repleto de atrapalhadas, reviravoltas e reflexões.

Em um determinado momento, o Charlie Brow pergunta ao Linus: “Já teve a sensação de que você não consegue parar de sorrir?” Se eu pudesse respondê-lo, eu faria isso, porque foi essa sensação que eu tive ao assistir Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme: eu sorri do início ao fim.

Anúncios