SISTERS

NOTA:7 / Caio César

O circuito exibidor e o público esperavam ansiosamente pela estreia deste Sisters, no original em inglês. Trata-se apenas da nova colaboração entre as duas maiores comediantes de suas gerações: Tina Fey e Amy Poehler.  Sua estreia mostrou, com ousadia, o peso da fama das duas: elas iriam combater, no dia 17/12, nos Estados Unidos, o lançamento de um tal de Star Wars – O Despertar da Força (aquele mesmo que iria crescer para se tornar o maior sucesso de bilheteria da história dos Estados Unidos). Mesmo perdendo o primeiro lugar na estreia, a comédia se manteve regular o bastante para ser considerada um sucesso de bilheteria. Entretanto, tanta pompa e circunstância não diminuem as falhas desta eficiente/correta aventura.

Tina e Amy interpretam duas irmãs que, com a venda da casa onde moraram na infância e juventude, em Orlando (vulgo melhor cidade para se morar no mundo), tem de voltar para recolher suas coisas para suas respectivas casas. O problema é que a personagem de Tina é uma fracassada convicta que gosta de viver relembrando as glórias do passado de popular girl, enquanto Amy vive um sucesso em sua carreira que diverge da sua vida emocional – arrasada após o divórcio. Ao se reunirem, elas tem a brilhante ideia de bolar uma última festa para a casa, honrando as tradições de festeiras que as duas tinham.

O roteiro, escrito por uma das profissionais que trabalhavam no SNL, programa de onde vieram as duas protagonistas, parece ter medo de pegar um pouco mais pesado -ainda que seja um filme classificado para maiores. As piadas são sempre superficiais, e ainda as mais pesadas soam forçadas na boca de Tina, principalmente. Não que as risadas não estejam lá. Uma cena, em particular, com Amy tentando falar de maneira correta o nome de uma moça asiática é de rachar o bico.

O elenco coadjuvante é cheio de caricaturas que às vezes funcionam, como no caso de Maya Rudolph, mas às vezes fracassam em chamar a atenção do espectador, como o personagem de John Leguizamo. Todos são sabotados por um trabalho de direção bem neutro, distante e que, ao não ajudar ninguém, prejudica o andamento orgânico da trama e prejudica alguns momentos cômicos. Jason Moore, que dirigiu A Escolha Perfeita, perde a chance de dar um boost visual na obra.

No fim, não há dúvidas de que a obra é superior à grande média de comédias disponíveis no mercado. Entretanto, assim como aconteceu da última vez que dividiram as telonas, em Big Mama, fica a sensação de que o resultado final poderia ser beeeem melhor. Mas olha, eu poderia ver qualquer produto mediano com essas moças na tela. Elas MANDAM muito!

ps: o filme contém cenas de erros de gravação durante os créditos. Sempre desconfie de comédias que tem erros de gravação para fazer rir ao fim da projeção – isso pode ser apenas uma tentativa de fazer você sair achando que viu um filme melhor/mais divertido do que, de fato, foi. não é o caso desta vez. 

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