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Renato Furtado

Aqui não tem conversa fiada, não tem rolo: vamos direto ao ponto. Nesta edição dos indicados ao Oscar, trazemos nossas apostas para Melhor Animação, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Documentário e Melhor Fotografia!

Melhor Animação

Depois de tanto tempo falando sobre premiações e sobre nossas apostas e se você já for um mano ou mana, já sabe que achamos que vai vencer essa categoria – que é quem vai, de fato, vencer esta categoria. No entanto, quero tomar um tempo para falar sobre o nosso representante no Oscar: O Menino e o Mundo (crítica aqui). O lindo filme de Alê Abreu foi uma das grandes surpresas entre os indicados (talvez a maior surpresa) e derrotou candidatos que tinham muito mais apelo comercial.

Porque em quesito qualidade, O Menino e o Mundo tem de sobra. Se nesse ano não estivessem disputando nem o supremo vencedor nem Anomalisa, teríamos até chance de Oscar. Como não é o caso, ficamos felizes com a merecida indicação. Que Abreu continue trazendo suas ideias para as telonas: um dia, ele vence o Oscar.

O ganhador é: Divertida Mente!

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Melhor Filme Estrangeiro

Com a exceção de Melhor Documentário, todas as outras categorias abordadas nesse post tem, pelo menos, dois pontos em comum: ambas possuem um filme como vencedor garantido e um (ou mais) filme(s) que, infelizmente, não poderá vencer o Oscar, ainda que mereça, por causa da concorrência (quase) desleal.

Aqui, ficarão na vontade o belíssimo Cinco Graças (Turquia-França) e o místico O Abraço da Serpente (Colômbia) porque não tem muito para ninguém. Esse ano, o Oscar vai para Budapeste.

O ganhador é: O Filho de Saul (Hungria)!

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Melhor Fotografia

John Seale com planos inteligentemente construídos e repletos de beleza técnica e ação de tirar o fôlego, indicado por Mad Max; Ed Lachmann com sua elegante e linda fotografia, indicado por Carol; Robert Richardson vencendo o desafio de filmar em 70mm e construindo aquele que é, provavelmente, o filme mais belo (no visual, é claro) de Quentin Tarantino, contrapondo sangue e neve com maestria, indicado por Os Oito Odiados; e o gênio/deus Roger Deakins, fotógrafo que dispensa apresentações, trezes vezes indicado ao Oscar, um dos maiores de todos os tempos e um dos mais influentes artistas em atividade no Cinema, atualmente, indicado por Sicário: Terra de Ninguém. O que todos tem em comum? Todos poderiam vencer o Oscar esse ano.

Além disso, eles poderiam ter ainda a companhia de, por exemplo, Cary J. Fukunaga por sua brilhante fotografia em Beasts of No Nation (ainda que não houvesse espaço aqui nesta categoria, Fukunaga e seu filme são algumas das ausências mais sentidas na premiação deste ano). Ou Janusz Kaminski por Ponte de Espiões. Ou Dariusz Wolski pelo elogiado trabalho em Perdido em Marte. Ou… vocês entenderão, a lista vai e vai.

O ponto é: nada disso faria ou fará diferença porque, mais uma vez, o Oscar já sabe seu destino. Neste caso, o destino da estatueta é parar nas mãos de um mexicano, pelo terceiro ano seguido, agora por ter filmado Leonardo DiCaprio em condições alucinantes de filmagem nas planícies geladas da América do Norte e por, mais uma vez, trazer o máximo potencial da visão do genial Alejandro González Iñarritu à tona.

O ganhador é: Emmanuel Lubezki!

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Melhor Documentário

É aqui que o caldo engrossa e as coisas ficam um pouco mais difíceis de prever – ainda que não muito. O novo filme de Asif Kapadia, o devastador e belo Amy (evidentemente, longa que aborda a vida e a carreira de Amy Winehouse) segue sendo o favorito – especialmente após Going Clear, de Alex Gibney, não ter sido indicado. No entanto, a Netflix (vulgo empresa que todos amamos) conseguiu duas indicações com What Happened Miss Simone? e Winter on Fire. Será que o poder da empresa de streaming pode se fazer valer?

Além disso, Cartel Land e O Peso do Silêncio estão na disputa, vale lembrar. Isso quer dizer que Kapadia segue na dianteira, mas que Matthew Heineman (Cartel Land) pode vencer e que Joshua Oppenheimer (O Peso do Silêncio) pode “se vingar” e levar, enfim, sua estatueta para casa, após não ter vencido o prêmio por O Ato de Matar. Bom páreo, forte categoria, todos ótimos filmes.

Nossa aposta é: Amy!

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É isso, gente! Na semana que vem, as previsões para Melhor Diretor, fiquem ligados!

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