roombrie

NOTA: 9 / Esperanza Mariano

Baseado no livro de 2010 e dirigido por Lenny Abrahamson, O Quarto de Jack é um daqueles filmes que você tem certeza que consegue fazer justiça a obra original. A adaptação, feita pela própria autora, a irlandesa Emma Donoghue, é esplêndida e delicada, deixando pouco a desejar.  Estrelado por Brie Larson – favorita para o Oscar de melhor atriz – e o adorável Jacob Tremblay, o longa consegue envolver e comover o espectador, sem nenhuma dificuldade.

A trama conta a história de Jack (Jacob Tremblay), um garotinho que acaba de completar 5 anos e vive com sua mãe, Joy (Brie Larson) em um quarto sem janelas de 10 metros quadrados. Joy foi sequestrada aos 17 anos e há 7 vive em cativeiro. Quando Jack nasce, ela decide não contar que existe um mundo fora do quarto, o fazendo acreditar que aquilo é tudo. Para Jack, o Quarto é o melhor que ele pode ter e conhecer. É nesse primeiro ato do filme que vemos como a química entre Brie e Jacob funciona bem. Não é à toa que ela agradeceu Tremblay em todos os discursos que fez nas premiações. Mãe e filho compartilham tanto amor, carinho e emoções que é impossível não sentir compaixão pelos dois.

E já que estamos falando de atuações… Brie Larson está espetacular. Não há uma única cena em que seu trabalho seja menos que excepcional. Mas quem surpreende mesmo, é Jacob Tremblay. O pequeno ator simplesmente carrega o filme em suas costas (o livro é narrado por Jack, assim como grande parte do filme) e conquista o espectador com sua inocência e curiosidade. É assustador pensar que uma criança de apenas 9 anos tenha criado com maestria um personagem que carrega tanta carga emocional.

Infelizmente (ou felizmente), fui avisada pelos donos do site que qualquer outra informação seria um grande spoiler, então devo terminar essa crítica por aqui. “O Quarto de Jack” é um filme que consegue reunir uma boa fotografia, ótima história e atuações de tirar o fôlego. Será impossível deixar a sala do cinema sem se sentir minimamente abalado e inspirado pela intensidade da obra.

Anúncios