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Renato Furtado

Agora foi! 2015 está oficialmente terminado, cinematograficamente falando pelo menos. O motivo? Bom, se você vive em outro planeta ou debaixo de uma pedra, eu tenho que responder a pergunta: os ganhadores do Oscar foram anunciados ontem! E, com o anúncio, chegou também ao fim, nossa cobertura sobre o prêmio mais esperado da temporada cinematográfica. Foram mais de seis meses de acompanhamento intenso do blog – a cobertura do Oscar tem a mesma idade do Cinema2Manos, para vocês terem uma ideia. Portanto, sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Antes, um spoiler: o gênio Ennio Morricone, um dos maiores de todos os tempos, revolucionário, venceu seu merecido Oscar, Trilha Sonora Original em Os Oito Odiados!!!

Melhor Ator/Atriz/Ator Coadjuvante/Atriz Coadjuvante

Em uma das corridas mais disputadas, Alicia Vikander levou a melhor sobre suas concorrentes, recebendo o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por A Garota Dinamarquesa, um prêmio que com certeza foi a grande coroação de um ano brilhante – 0 2015 de Vikander começou com o excelente Ex_Machina, vejam assim que possível.

A maior surpresa da noite foi, certamente, a vitória de Mark Rylance por seu trabalho em Ponte de Espiões. Derrotou Sylvester Stallone, que era o grande favorito e também Tom Hardy, o melhor da categoria. Foi uma boa vitória, mas surpreendente. No fim das contas, fica a dúvida: e se Idris Elba estivesse no páreo? A resposta: não teria para ninguém. Um dos maiores prejudicados pelo Oscar So White foi, sem dúvidas, Elba.

Como não poderia ser diferente, o prêmio de Melhor Atriz ficou com Brie Larson pelo brilhante, delicado e sensível trabalho em O Quarto de Jack. É uma das grandes atrizes de sua geração e agora ganha um reconhecimento merecido e, provavelmente, um grande impulso na carreira que a levará a papeis ainda maiores.

Por último, aquela que foi a categoria mais esperada da noite, que inspirou eventos nas redes sociais e muitas outras piadas, tweets e uma penca de coisas mais: Melhor Ator Principal. Como resultado de uma brilhante atuação – e do apoio de um planeta inteiro -, não poderia ter sido diferente: deu Leonardo DiCaprio! Grande ator, finalmente reconhecido, colecionando papeis memoráveis que ajudaram, ajuda e ajudarão a moldar a história do cinema, venceu seu tão merecido prêmio – e ainda deu um grande discurso sobre o meio-ambiente. Vai demorar para a internet se recuperar dessa emoção toda

Melhor Animação/Melhor Filme Estrangeiro/Melhor Documentário

Melhor Animação, vamos apenas deixar aqui assim Divertida Mente como quem não quer nada. Não sei mais o que falar sobre essa obra-prima. Na categoria de Melhor Documentário, levou Amy, filme de Asif Kapadia, uma vitória mais do que merecida em uma disputa com grandes concorrentes. Fez sentido, mas O Peso do Silêncio é mais filme. Joshua Oppenheimer ainda ganhará seu merecido Oscar. Para o Melhor Filme Estrangeiro, tudo também correu como o esperado: o claustrofóbico e belo O Filho de Saul é o vencedor, levando a estatueta para Budapeste.

Melhor Fotografia/Melhor Montagem

Fotografia não tinha para ninguém, o destino do Oscar foi decidido na primeira apresentação de O Regresso. Emmanuel Lubezki é um gênio, grandioso e o trabalho que ele vem fazendo ficará marcado na história do cinema. Arrisco dizer que Roger Deakins está para Gordon Willis (fotógrafo de O Poderoso Chefão) assim como Lubezki está para Raoul Cotard (fotógrafo de Godard). Daqui muitos anos, o trabalho do mexicano será visto como um divisor de águas. Escrevam o que digo.

Em relação a montagem, Margaret Sixel levou o merecido prêmio pelo insano esforço de edição de Mad Max, coroando a vitória do filme nas categorias técnicas (venceu Figurino, Maquiagem, Edição de Som, Mixagem de Som e Direção de Arte, perdendo apenas Fotografia e Efeitos Especiais). Nestas categorias, nenhuma surpresa, tudo correu como o previsto e os melhores levaram seus prêmios. É bom quando a Academia é justa e quando ela premia um mexicano e uma sul-africana.

Melhor Roteiro Original/Melhor Roteiro Adaptado/Melhor Direção

No quesito escrita, poucas surpresas. Spotlight venceu Melhor Roteiro Original, uma estatueta para Tom McCarthy e outra para Josh Singer pela brilhante escrita que criou a boa estrutura do filme. Já o Melhor Roteiro Adaptado ficou mesmo com A Grande Aposta e como poderia ser diferente? Adam McKay e Charles Randoplh trouxeram um complexo livro de não-ficção do sempre genial Michael Lewis para uma comédia irônica/drama contundente, construindo um filme dinâmico e brilhante. Duas vitórias mais do que merecidas.

Na categoria de Melhor Direção, a disputa ficou entre Iñarritu e George Miller. Venceu o mexicano, gênio em ascensão no Cinema mundial, cada vez mais estabilizado na categoria dos grandes e dos maiores da sétima arte. Não só uma grande vitória, Alejandro González Iñarritú realizou uma grande façanha: tornou-se o terceiro diretor a ganhar em dois anos seguidos, juntando-se a John Ford e Joseph L. Mankiewicz. É um timaço, sem dúvidas. Além disso, é o primeiro não americano a vencer a estatueta em dois anos seguidos. Gênio, sem mais.

Melhor Filme

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A noite do Oscar não poderia, no entanto, terminar sem uma atrapalhada maluca da Academia. Em algum momento, os votantes tem que cometer algum erro absurdo, como premiar. Spotlight é um bom filme? É. Mas não merecia estar por aí se fossem apenas cinco os indicados. Na verdade, nem no corte dos oito poderia ter certeza que o filme passaria. A Academia segue sendo a Academia.

 

Agora, vamos à pontuação C2M!

Chutamos/previmos o destino de doze categorias e acertamos sete! Ou seja, o Resultado C2M é: 58% de aproveitamento! Já estivemos melhor, já estivemos pior, o problema mesmo foi a zoada que a Academia deu na gente.

Mas tudo bem. O que importa é que chegamos vivos e inteiros até o final desta cobertura e agora já podemos começar a contar os dias até setembro/outubro, quando começamos a análise especial do Oscar 2017!

Até lá, seguimos aqui, no mesmo batcanal. Até a próxima!

Equipe C2M

 

 

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