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NOTA: 6 / Esperanza Mariano

Dirigido por Robert Schwentke, responsável também por Insurgente, o terceiro filme da franquia, “A Série Divergente: Convergente” possivelmente ocupará o último lugar no coração dos fãs que acompanharam a adaptação da série de livros de Veronica Roth para o cinema. A combinação de tudo – direção, trilha sonora, edição e atuação – simplesmente não funciona. Apesar de o roteiro clássico entregar um filme com começo, meio e fim (quando o filme acaba quase não dá para lembrar que ainda tem a desnecessária parte 2), Convergente se torna decepcionante em tantos aspectos que é difícil ser salvo.

No terceiro filme da franquia, Tris (Shailene Woodley) precisa lidar com as consequências de ter destruído (ou quase) o sistema de classes que reinava em Chicago e também exposto a existência de um mundo fora do muro em que viviam. A protagonista não demora em decidir fugir da cidade para descobrir quem são as pessoas que os deixaram aprisionados por todos esses anos, em uma fé quase cega de que eles podem restaurar a paz da sociedade em que ela vive e acabar de vez com a divisão de seu povo. A partir daí, o filme beira o cansaço ao se tornar previsível e um pouco entediante.

A relação entre os personagens também não agrada. Tris e Quatro (Theo James) estão entediantes juntos e não conseguem repetir a química do primeiro filme. Shailene, inclusive, entrega uma atuação fraca e quase preguiçosa, sem demonstrar emoção alguma. Theo James consegue se salvar nas cenas de ação em que está sozinho, mas nada de incrível nisso. Os coadjuvantes Ansel Elgort, como Caleb Prior, e Miles Teller, como o caricato Peter, tem alguns bons momentos também, sendo responsáveis pelas cenas mais cômicas do filme. Já os veteranos Naomi Watts e Jeff Daniels entregam atuações competentes, mas que não surpreendem por falta de espaço. O excesso de efeitos especiais também não funciona. No geral, parece mal feito e forçado.

“A Série Divergente: Convergente” é um filme que deixa a desejar em quase todos os seus aspectos. Falta capricho, falta drama, falta espaço para boas atuações e um roteiro menos didático e previsível.  Agora só nos resta esperar para que o último longa da franquia seja um pouco mais surpreendente e bem feito.

 

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