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NOTA: 7,5 / Por Gabriella Telles e Camila Costa (Estudantes de Jornalismo da UFRJ e amigas do site)

Com bons efeitos e uma história divertida, a grande aposta da Disney Alice através do Espelho diverte e emociona nas devidas proporções. O primeiro filme, dirigido por Tim Burton em 2010 recebeu muitas críticas positivas. A história já conhecida por muitos, ganhou muito do toque obscuro de Tim. Para quem é fã do diretor, o live-action da Disney é um prato cheio de loucuras e efeitos especiais, que dão vida aos simbolismo da história. Já quem não gosta muito, ainda vale a pena ver a viagem de Alice, para o submundo.

Coube então a James Bobin a missão de agradar ao público que não ficou satisfeito com a direção de Burton, que continua como produtor na sequência. Alice encontra o espelho mágico em uma festa, após voltar de um longo período em expedição no mar abordo do ‘Maravilha’, e volta para o País das Maravilhas. Lá, ela descobre que o seu amigo Chapeleiro Maluco está correndo risco de vida e precisando de sua ajuda. Alice vai atrás do Tempo, com a missão de tentar mudar o destino do Chapeleiro. Em suas viagens pelo “oceano do tempo”, ela conhece as histórias do passado dos seus amigos, como um grande segredo entre a Rainha Branca e a Rainha De Copas.

O longa metragem passa muitas mensagens ao longo de toda a história. Vale destacar questões como o feminismo implícitas no filme. De cara, Alice passa mais de um ano no mar viajando como capitã, mesmo contra a vontade de sua mãe, em tempos de uma sociedade machista em que mulheres ainda se submetem aos seus maridos. A busca incessante pelo passado do Chapeleiro evidencia também a importância da amizade e da família, reforçando valores importantes para uma história infantil. Com maquiagens impecáveis, somadas à suas atuações, Johnny Depp e Helena Bonham dão um show à parte na pele do Chapeleiro e da Rainha má, mais uma vez. Mas, o destaque vai para o Tempo (Sacha Baron Cohen), que diverte com suas atrapalhadas e humor peculiar.

Mesmo com o começo lento, a história que parece sem sequência e o cenário do País das Maravilhas que padroniza as mesmas cores do primeiro filme, indo um pouco na contramão da criatividade Disney, a história em si compensa um pouco, graças aos momentos de risada, principalmente nas cenas com o Tempo. No fim, não será uma perda de tempo.

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