Renato Furtado

Oito meses depois, ela está de volta! A coluna inspirada no mito Aloisio Chulapa – que sempre trazia pelo menos uma foto do mito fazendo coisas que só este mito do futebol e das redes sociais poderia fazer – retorna de uma vez por todas, agora sempre às terças, trazendo não o lado B nem o lado C do cinema e da televisão, mas sim o lado D… o lado DESCUBRA!

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Não é sempre que você pode dizer “ok, este é um dos filmes mais loucos que eu já vi” ou até mesmo “ok, este é O filme mais bizarro que eu já vi na minha vida”. Se o seu objetivo é alcançar este patamar, você sempre pode procurar no cinema japonês, que com certeza tem os filmes mais loucos e bizarros da história. Mas, como nem sempre dá para assistir um filme japonês, a solução às vezes é recorrer a uma co-produção entre a França e a Angola (como isso foi acontecer?) chamada “Rubber”, no original.

É claro que o Brasil não poderia deixar de colocar um subtítulo – só perdemos para os portugueses na arte de traduzir títulos. Mas, dessa vez, contrariando o senso comum, acertamos em cheio: Rubber aqui é Rubber, o Pneu Assassino. Sim, o subtítulo para um filme que conta a história de um pneu psicótico que ganha vida e explode tudo que vê pela frente com o seu poder da mente não poderia ser outro. Não, não é mentira. Essa é a sinopse real. Esse é sim um filme sobre um pneu assassino. É sério, não tô mentindo, olha aqui. E não para por aí não. Além de ser assassino, ele também se APAIXONA no decorrer da história por uma bela viajante.

Agora vocês devem estar se perguntando: e aí, o filme é bom? É evidente que não, o filme é horrível. Porém, contudo, entretanto, todavia, esse era o objetivo. O diretor francês Quentin Dupieux (que também é o roteirista, o diretor de fotografia e o montador do filme) é conhecido por seus filmes loucos, metalinguísticos, ácidos e bizarros, sempre realizando críticas à sociedade e ao cinema no geral. Aqui, sua crítica é direcionada ao público, sempre desejoso de ver filmes sanguinários e absurdos – e o que não falta em Rubber, o Pneu Assassino não sei se consigo mais escrever esse nome sem rir é sangue e absurdos.

Rubber poster neumatico asesino killer tyre

Nova pergunta: eu deveria ver esse filme? Não. Ninguém deveria ver esse filme porque ele é péssimo. Ou sim. Todos deveriam ver esse filme porque ele é péssimo. É trash e tem algumas boas ideias, além de algumas boas risadas. E é ruim.

Mas isso já dá para perceber no título. O certo é que Rubber, o Pneu Assassino meu deus essa matéria não acaba, chega de escrever esse título é o tipo de filme confuso e que confunde: que ou você vai gostar por ser terrível ou você vai odiar por ser terrível.

De qualquer forma, sobre uma coisa não há discussão: esse é o melhor filme sobre um pneu assassino de todos os tempos. Para o bem ou para o mal.

 

E se vocês aguentaram chegar até o fim do post, o trailer está aqui! Na próxima terça, tem mais do lado D do cinema!

Nas duas últimas colunas falamos sobre a refilmagem colombiana de Breaking Bad e sobre as “origens” do Quarteto Fantástico no cinema aqui e aqui.

 

 

 

 

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