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NOTA: 4 / Por Caio César

É totalmente compreensível o intuito de se reapresentar as Tartarugas Ninja para um novo público. Os irmãos são personagens divertido, que soam atuais. As decisões de dar um ar jovem e descolado, musculoso, os aproximam da turma clássica dos super-herois que estão em voga no cinema moderno – embora eu entendo que os fãs mais xiitas do clássico devam sentir um certo distanciamento do material original. Entretanto, de nada vale o empreendimento já que a sequência, do já questionável primeiro filme, é desinteressante, longa demais e, por vezes, chata.

Dirigido por Dave Green, As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras, encontra os personagens em um dilema justo e que concentra as melhores cenas do filme: depois e salvar a cidade no longa anterior, as Tartarugas veem o atrapalhado Vernon (Will Arnet) ficar com todo o crédito – e eles vivendo a vida marginalmente, já que imaginam que ninguém será capaz de conviver com a latente diferença física deles para os demais. Um questionamento pertinente em tempos de intolerância das diferenças nossas de cada dia. São de momentos íntimos, onde podemos perceber as personalidades dos personagens, que o filme carece. Isso porque não existe o menor cuidado com a unidimensionalidade dos personagens – sendo necessário o uso de letreiros com uma cor berrante para apresentar cada um como o “líder”; “o que gosta de pizza” e por aí vai…

A história se desenrola de maneira protocolar à medida que novos (velhos conhecidos) são apresentados. Megan Fox, estrela máxima do primeiro filme, perde consideravelmente seu tempo em cena – numa resposta à crítica contundente de que, no primeiro filme, sua personagem seria mais protagonista do que as próprias tartarugas. Stephen Amell como Casey Jones é uma chatice só e Laura Linney (!!!!) faz o básico para ganhar uns milhões de dólares e voltar para casa.

É uma pena que o resultado seja decepcionante, porque é possível perceber o cuidado técnico da finalização do filme, com efeitos especiais muito bons (uma cena aquática que se passa no Brasil é muito bem executada em 3D) e o diretor Dave Green conduz com estilo e firmeza as surreais cenas de ação.  Muito pouco para reavivar a expectativa de um público em formação, que não parece muito animado para uma nova aventura das tartarugas. E, ao fim da projeção, fica comprovado o porquê.

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