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NOTA: 7,5 / Por Caio César

A internet dá voz e espaço para muitos produtos de qualidade questionável. Entretanto, de tempos em tempos, alguns deles realmente se destacam pela originalidade de seus conceitos e por uma boa execução. Um exemplo é o curta de terror Lights Out, que após percorrer e ganhar alguns prêmios em festivais de curtas metragens, viralizou na internet. Não demorou muito para que o filmete e seu diretor, David F. Sandberg, fossem descobertos por Hollywood. Bom saber que o padrinho foi ninguém menos que James Wan, o mestre do terror contemporâneo e diretor de Invocação do Mal e sua sequência. Desenvolvido pela Warner, finalmente Quando as Luzes se Apagam estreia com a missão de agradar os fãs do curta original e, potencialmente, iniciar uma nova série de terror. 

A história gira em torno da família de Sophie (Maria Bello, prejudicada pela falta de nuances da personagem), uma mulher atormentada que não esconde que tem uma amiga invisível com quem se relaciona – particularmente mais após a morte de seu segundo marido. Seus filhos começam a se preocupar com a situação, que fica fora do controle quando fomos começam a ver uma espécie de fantasma maligno chamado Diana, um espírito malvado que parece ter medo de luz.

Digo parece porque o filme jamais coloca as cartas na mesa sobre como funciona a estrutura de ameaça do monstro. Tudo fica subentendido até demais em um roteiro que parece temer ser didático demais – e embora seja bem sucedido nestas horas, peca nas explicações finais, que além inverossímeis, não despertam maiores medos.

Com um conceito original, uma ambientação e um trabalho competente do elenco principal, capitaneado por Teresa Palmer, o filme brilha ao investir em soluções práticas para causar os sustos. Também é um ponto positivo a sua duração – embora os enxutos 80 minutos nunca pareçam passar rápidos demais, algumas questões são desenvolvidas de maneira muito rápida, demonstrando um certo afobamento do roteiro.

Ainda que não seja uma pequena obra prima do gênero como Invocação do Mal, o filme é competente e eficiente. Seus deméritos podem ser desconsiderados quando se avalia que o filme é acima da média – ainda mais em um gênero onde ser acima da média já é uma das maiores virtudes.

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