aguas

NOTA: 6,5 / Por Nathalia Barbosa

“-Ahhh, mais um filme de tubarão!” pode ser o pensamento predominante antes de assistir ao novo filme de Jaume Collet-Serra e, ao final do longa, descobrimos que ele não está tão errado.
Ao contrário do clássico estadunidense “Tubarão”, que é cheio de significados políticos por meio de uma disputa para retirar os avisos do perigo e manter o turismo na cidade, Águas Rasas faz jus ao seu título e demonstra ser super fraco intelectualmente. É algo para nos entreter em um fim de tarde com sustos – coisa que, aliás, acontece mais do que muito filme de terror por aí.

Nancy, interpretada por Blake Lively, é uma estudante de medicina que acabou de perder sua mãe. Como tradição de família, vai a uma praia paradisíaca e isolada, local que desperta lembranças de sua recente perda. Com a surfista e exploradora, há toda uma erotização – clichê que, infelizmente, não nos surpreende muito – da personagem. Os poucos papéis que aparecem além dela quase não têm importância, apenas fazem brincadeiras triviais com a nova visitante da praia.

Após uma discussão com seu pai, Nancy entra no mar em horário inadequado e, enfim, começa o que resume o filme todo: é atacada por um tubarão e tenta sobreviver. Tirando isso, Águas Rasas mais parece uma publicidade bem elaborada da Sony com recursos de edição que remetem ao celular da empresa, pois há uma interação com a interface do smartphone da turista.

De fato, o filme prende muito a atenção do público. O suspense foi tão bem elaborado e colocado em cena com a câmera mostrando um lindo cenário de uma praia paradisíaca. Mas é só isso. Não tem potencial para ser um novo clássico e as imagens mais bonitas são dos créditos, com fotografia elaborada por Flávio Labiano.

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