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Renato Furtado

Assim como a corrida pelo prêmio de Melhor Animação, a categoria de Melhor Filme Estrangeiro (ou seja, que não é falado em inglês) também se encaminha para uma disputa com um franco favorito – especialmente após as exclusões de outros grandes competidores como “Elle” da França, “Julieta” da Espanha e “Neruda” do Chile, filmes que foram exibidos em Cannes em maio deste ano. Por isso, sem mais delongas, vamos às nossas apostas!

5) Terra de Minas (Dinamarca)

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Apesar de ter ganhado reconhecimento da crítica internacional, este filme, dirigido pelo cineasta Martin Zandvliet, deve ser aquele que será selecionado para cumprir a cota de filmes estrangeiros sobre a Segunda Guerra Mundial – uma vez que a trama acompanha um grupo de soldados encarregados de desarmar as minas que ficaram para trás nos campos de batalha. Deve ser indicado, mas tem poucas chances de vencer.

4) Paraíso (Rússia)

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Andrei Konchalovsky é um diretor russo que já fez filmes de todos os tipos possíveis. Neste ano, ele retornou às telonas com “Paraíso” (filme que fez parte da seleção oficial do Festival do Rio) e que também deve entrar na corrida por causa da grande cota dos filmes de Segunda Guerra. Afinal, a trama gira em torno de três pessoas cujos caminhos se cruzam em um campo de batalha. Como “Terra de Minas”, deve ser indicado, mas tem poucas chances de vencer.

3) É Apenas o Fim do Mundo (Canadá)

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Xavier Dolan, o queridinho de Cannes, ainda não viu nenhum de seus filmes ser indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Mas agora ele vê suas chances aumentarem razoavelmente por causa da falta de concorrência e também porque “É Apenas o Fim do Mundo”, estrelado por Marion Cotillard, Vincent Cassel, Léa Seydoux e Gaspard Ulliel (ou seja, algumas das maiores estrelas francesas do momento), ganhou o Prêmio do Júri em Cannes. Não ganhará, mas será indicado.

2) O Apartamento (Irã)

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Asghar Farhadi, o vencedor do Oscar pelo ótimo “A Separação”, deve ver um filme seu ser indicado novamente. Após ter sido esnobado por seu trabalho em “O Passado”, Farhadi adaptou e atualizou a obra “A Morte de um Caixeiro Viajante”, do lendário dramaturgo estadunidense Arthur Miller com seus toques de histórias múltiplas e com suas profundas análises sociais. É o único filme, por causa de seu diretor, querido pela Academia, que pode perturbar o franco favorito.

1) Toni Erdmann (Alemanha)

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Destaque nas listas de melhores do ano da maioria dos críticos internacionais e o filme mais cotado a vencer a Palma de Ouro em Cannes antes de ser desbancado por “Eu, Daniel Blake” em uma decisão que causou controvérsias, a história de um pai que tenta se reconectar com sua filha através de métodos desastrados deve mesmo render o Oscar à alemã Maren Ade. Ou seja: não só será indicado, como ganhará o prêmio.

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