moana

NOTA: 9 / Por Caio César

Sim, a Disney conseguiu de novo! Depois de alguns anos de decepções comerciais e artísticas (entre as quais está A Princesa e o Sapo, último filme em 2D do estúdio e também dirigido pela dupla de Moana), a empresa encontrou o seu rumo e vem coroando o sucesso estratégico da companhia com filmes inspirados e tecnicamente deslumbrantes como Moana.

É particularmente interessante que os diretores de clássicos importantes do estúdio como Alladin e A Pequena Sereia sejam os responsáveis por um filme com uma abordagem tão moderna para a personalidade de uma princesa – transgressora, responsável e sem um par romântico ao lado.

Moana é encantador desde o começo, quando apresenta o seu enredo em uma introdução barrada pela avó da personagem título. Pela segunda vez (Procurando Dory foi a primeira) vemos a protagonista mais nova em uma cena que parece perfeita para vender bonecos da versão infantil, a fofíssima Moaninha.

A força sentimental do filme também é transmitida através de canções que mantém o ótimo nível das trilhas sonoras de Enrolados e Frozen, para citar os últimos filmes de princesa do estúdio. O destaque fica para You’re Welcome, interpretada em inglês pelo grande Dwayne Johnson.

O roteiro do filme contém soluções que ecoam longas anteriores da Disney, embora a ação nunca seja comprometida. A personalidade da menina Moana é aprofundada à medida que, aos trinta minutos de projeção, ela muitas vezes vai passar longos momentos sozinha em um barco – e suas conversas com o seu bichinho de estimação rende altas risadas para as plateias mais velhas e mais novas.

Embora peque um pouco em alguns diálogos expositivos demais, o roteiro de Moana possui elementos para fisgar a atenção de todas as idades – embora as crianças possam se perder um pouco com o excesso de mitologia das tradições da cultura na Polinésia. Nada que o visual deslumbrante não compense, já que o colorido do filme deve manter os pequenos sempre alertas.

Tecnicamente arrebatador, Moana impressiona com uma animação incrível e um dos visuais mais bem construídos que o CGI já apresentou. A textura dos corpos dos personagens chega a assustar! Tudo isso, entretanto, serve a uma história poderosa e que merece seu lugar entre os clássicos modernos da Disney.


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