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Papo reto sobre a Sétima Arte

mês

fevereiro 2017

Moonlight: Sob a Luz do Luar (Barry Jenkins, 2017)

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NOTA: 9 / Renato Furtado

“Quem é você, Chiron?”, pergunta Kevin (André Holland) fazendo os conselhos de Juan (Mahershala Ali) – “Chegará a hora em que você precisará decidir por si mesmo quem você é” -, concedidos há mais de vinte anos antes, ecoarem nas memórias do homem (Trevante Rhodes) (ou Pequeno (Alex R. Hibbert), como era conhecido aos 9 anos de idade ou simplesmente Chiron (Ashton Sanders), “alcunha” de quando era adolescente). Mas o que “Moonlight: Sob a Luz do Luar” faz é ir além: as palavras proferidas e as luzes dos luares de Miami não ativam apenas as memórias dos protagonista; ativam as nossas também.

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Minha Vida de Abobrinha (Claude Barras, 2017)

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NOTA: 7,5 / Renato Furtado

De um lado da pipa, está inscrito o desenho de um super-herói; do outro, o de uma galinha. Essas gravuras que fez são tudo o que o pequeno Abobrinha possui para lembrar de seu pai. Mas é só no momento em que a mãe do rapaz também parte de sua vida que “Minha Vida de Abobrinha” realmente tem início.

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Eu Não Sou Seu Negro (Raoul Peck, 2017)

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NOTA: 8 / Renato Furtado

A década é 1960. James Baldwin, sozinho e em pé, discursa para uma multidão que o ouve atentamente. Com sua característica tom firme, quase espiritual – um Martin Luther King Jr. sem a componente religiosa -, o escritor e dramaturgo denuncia as engrenagens por trás da máquina opressora comandada pelo governo estadunidense, que continua dizimando a população negra com os caubóis fizeram com os índios. No momento em que termina sua fala, Baldwin deixa o púlpito e a imagem, em preto e branco, ganha cores.

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A Cura (Gore Verbinski, 2017)

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NOTA: 5 / Caio César

Não há dúvidas de que Gore Verbinski é um diretor acima da média. Habilmente transitou entre o drama, terror e os blockbusters – tendo como ponto alto no mercado o êxito dos três primeiros filmes da franquia Piratas do Caribe e a consagração artística ao ganhar o Oscar de melhor animação com o western Rango. Entretanto, nada disso impede que A Cura seja um filme irregular que, embora visualmente deslumbrante, é sabotado por um roteiro raso e outras (várias) falhas de percurso.

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Lion – Uma Jornada Para Casa (Garth Davis, 2017)

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NOTA: 6 / Renato Furtado

Campos abertos e mares e montanhas e longas terras, a perder de vista, povoadas por borboletas e crianças correndo para lugar nenhum, sem temer a imensidão do mundo que ainda não conhecem. Uma delas é Saroo (Sunny Pawar), que, logo, se perderá do irmão em mais uma noite quente das estações de trem da Índia. A grande lástima é que a beleza de “Lion – Uma Jornada Para Casa” reside apenas em suas imagens.

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A Tartaruga Vermelha (Michael Dudok de Wit, 2017)

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NOTA: 8,5 / Renato Furtado

Buscar um sentido para as coisas que nos acontecem é uma constante humana; afinal, só mesmo a lógica tem o poder de organizar de maneira sequencial e cabível toda a sorte de eventos caóticos que nos rodeiam. Alguém pode apenas imaginar que é isso que o protagonista de “A Tartaruga Vermelha” tenta fazer quando acaba naufragando em uma ilha deserta, localizada no meio de lugar nenhum.

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Jackie (Pablo Larraín, 2017)

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NOTA: 9 / Renato Furtado

“Às vezes, os personagens das histórias que lemos são mais reais dos que os homens que estão ao nosso lado”, diz Jacqueline Kennedy, ou simplesmente Jackie (Natalie Portman) para os íntimos, em tom de confissão. Por trás destas palavras, há algo além de uma simples referência ao mítico presidente John F. Kennedy) – assim como existem inúmeros subtextos além das imagens “superficiais” que compõem Jackie.

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Toni Erdmann (Maren Ade, 2017)

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NOTA: 7,5 / Renato Furtado

Winfried (Peter Simonischek), utilizando seu alter-ego tresloucado, Toni Erdmann, um coach de como viver, senta-se ao piano e toca os primeiros acordes de “The Greatest Love of All”. Debaixo dos olhos de uma família romena que ele não conhece, ele repete a introdução até convencer Ines (Sandra Hüller), sua filha, a cantar. Relutante e envergonhada, esta performance encapsula a beleza excêntrica de “Toni Erdmann”.

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Redemoinho (José Luiz Villamarim, 2017)

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NOTA: 6,5 / Renato Furtado*

Um trem cruza a cidade; “já é a segunda vez”, diz a senhora que, à janela, assiste ao futebol dos meninos descalços na rua de paralelepípedos. Distante, um barqueiro cruza o rio. Frenéticas, as máquinas da tecelagem não param de bater. É essa pequena cidade, no interior de Minas Gerais, a âncora de Redemoinho, longa-metragem de estreia de José Luiz Villamarim. A trama começa quando dois amigos, depois de anos, se reencontram e se afogam num diálogo repleto de memórias, mágoas e não ditos.

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