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Papo reto sobre a Sétima Arte

mês

março 2017

Mulheres do Século 20 (Mike Mills, 2017)

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NOTA: 8,5 / Renato Furtado

Sentados em uma grande sala, um grupo de amigos assiste ao célebre discurso de Jimmy Carter, “A Crise de Confiança”. Proferidas em 1979, época em que a sociedade ocidental encarou um ponto de virada, fazendo sua transição da modernidade para os nossos tempos atuais (pós-modernos ou líquido-modernos), as palavras não soam bem aos ouvidos da maioria dos presentes. A não ser para Dorothea (Annette Benning), uma mulher de 55 anos que, formidavelmente, sempre consegue encontrar uma nova maneira de encarar a vida e cuja beleza e glória são retratadas com maestria por Mike Mills em seu “Mulheres do Século 20”.

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Fragmentado (M. Night Shyamalan, 2017)

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NOTA: 7,5 / Renato Furtado

A propósito do mais recente filme de M. Night Shyamalan, “Fragmentado”, parece existir um consenso universal posto pela crítica especializada: este é o retorno do cineasta à boa forma após anos entregando trabalhos esquisitos, pouco substanciais e (alguns deles), finalmente, ridículos, destinados apenas a serem lembrados como comédias involuntárias ou longas única e exclusivamente ruins.

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A Bela e a Fera (Bill Condon, 2017)

NOTA: 8 / Por Caio César

Que tarefa árdua readaptar uma das maiores animações de todos os tempos, o primeiro desenho animado indicado ao Oscar de Melhor Filme e que envelheceu bem (e com uma gigante base de fãs), mesmo após 26 anos de seu lançamento. A boa notícia é que parece que a Disney cuida de cada detalhe para diminuir a margem de erro e não correr nenhum risco de entregar um produto de má qualidade e, embora peque em algumas questões de execução, A Bela e a Fera empolga com um entretenimento de alta qualidade. 

Inicialmente planejado para não ser um musical (e desse modo atrair, em tese, uma plateia mais diversificada), logo a ideia foi deixada de lado. E que bom! A música é o fio condutor da trama e a trilha sonora mundialmente conhecida ganha algumas novas canções que não perdem em nada para as clássicas – especialmente o novo solo Evermore, cantado pela Fera.

O elenco afiado tem em Emma Watson a sua mais fraca. Por vezes travada demais, ela pega o tranco quando finalmente vai para o castelo de seu futuro crush. A personagem está diferente, mais forte e mais bem resolvida, mas os recursos dramáticos de Emma (que embora seja uma atriz limitada, parece ter uma ótima personalidade) nunca a fazem jus. Por outro lado, Luke Evans, o Gaston, é o melhor em cena, em uma composição absurdamente bem sucedida. Seu companheiro de cena, Josh Gad, também se destaca (embora seja impossível, para os fãs da Disney, dissociar sua voz do popularíssimo Olaf, de Frozen). O elenco que dá vida aos personagens do castelo também está muito bem, com destaque para Ewan Mcgregor (que parece estar se divertindo demais) e a sempre ótima Emma Thompson.

Embora emule a estrutura da animação, A Bela e a Fera sempre soa original. Com 45 minutos a mais que antes, o filme aproveita para introduzir o histórico da Fera, explicações sobre a família de Bela e mais profundidade aos casos dos funcionários do príncipe, que foram amaldiçoados junto com ele. O roteiro é eficaz em utilizar diálogos completos da animação, assim como o é Bill Condon em filmar planos idênticos aos da animação – como na primeira cena do número musical Be Our Guest.

Condon, que dirigiu os últimos filmes da franquia Crepúsculo, trata o visual do longa com esmero ímpar. Ainda assim, a composição digital da Fera nunca convence, principalmente nas cenas diurnas. Ele também aplica movimentos de câmera que por vezes soam confusos demais, atrapalhando algumas cenas.

Os erros pontuais, entretanto, não tiram o brilho desta “reimaginação”. Reverente, mas sem nunca perder o frescor, A Bela e a Fera é mais uma prova de que, independentemente das razões mercadológicas e financeiras por detrás deste novo direcionamento da Disney (que lucra como nunca!), o estúdio é capaz de entregar o que os fãs querem, em um nível de qualidade acima do normal! Como mero espectador (e com um olhar nos futuros lançamentos da empresa) eu só tenho um pedido: POR FAVOR, NÃO ESTRAGUEM O REI LEÃO! 

Silêncio (Martin Scorsese, 2017)

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NOTA: 7,5 / Renato Furtado

Há uma espécie de sabedoria popular no mundo do cinema que dita que um (grande) diretor repete o mesmo filme durante toda sua carreira. De fato, esse semi-ditado faz sentido uma vez que os artistas são movidos por suas obsessões, seus interesses mais profundos sobre temáticas que servem como combustível para suas criações. No caso de Martin Scorsese, o tema chave é a exploração da loucura do ser humano – principalmente de personagens que tomam rotas caóticas e insanas como uma forma de lidar com um universo (aparentemente) ordenado que só os repele.

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Kong: A Ilha da Caveira (Jordan Vogt-Roberts, 2017)

NOTA: 6 / Por Caio César

Sou um grande fã da versão de 2005 de King Kong, dirigido por Peter Jackson (recém saído do fenômeno Senhor dos Aneis). Entretanto, aquela era uma reverência ao filme original e sua refilmagem nos anos 70. O choque de ver o gorilão como um monstro de proporções descomunais nesta reimaginação Kong: A Ilha da Caveira é muito grande. O resultado é um filme problemático, mas sempre extremamente divertido.

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Logan (James Mangold, 2017)

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NOTA: 9 / Caio César

“Um drama poderoso sobre o envelhecimento e as consequências de uma vida cheia de traumas. Ah! Sim, sim, o filme é estrelado por um mutante considerado super-heroi”. Esta é a definição de Logan, que marca a última encarnação de Hugh Jackman nas garras mais poderosas do cinema mundial.

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