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Papo reto sobre a Sétima Arte

mês

junho 2017

Um Alguém Apaixonado (Abbas Kiarostami, 2012)

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NOTA: 9 / Felipe Ribeiro

Seguindo o caminho iniciado com “Cópia Fiel” (2010) de deixar sua terra natal, Irã, e enveredar sua busca de relações humanas em outros países, Abbas Kiarostami vai ao Japão para realizar o filme “Um Alguém Apaixonado” (2012). O título nacional deveria ter recebido a tradução “Como Alguém Apaixonado”, que seria mais rígido ao original, “Like Someone in Love”, e faria mais sentido com a obra. O advérbio “como” é muito importante para a essência do filme, que ao longo do tempo deixa dúvidas para o espectador preencher e sempre paira como um ar de incerteza sobre a paixão entre os personagens.

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Martírio (Vincent Carelli, 2017)

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NOTA: 9 / Felipe Ribeiro

“Martírio”, o nome dado ao filme por Vincent Carelli, antropólogo e indigenista, diz respeito a todas as colocações possíveis desse título. Martírio dos índios Guarani Kaiowá, pela luta há anos das terras que lhes são de direito. Martírio que é intensificado pelo posicionamento dos agropecuaristas. Martírio ao conhecer essa história, pouco divulgada e com baixo alcance no extenso território nacional. Na nossa sociedade contemporânea apressada, um martírio também ao espectador que se confronta com esse documentário nada fácil de 160 minutos de duração. Um martírio imenso ao ter conhecimento de que essa obra, com todo seu potencial político e de guerrilha, não vai ser abraçado pela indústria cinematográfica comercial, que vai ter espaços específicos. Mas, uma felicidade ao ver o filme trilhando seu caminho, conseguindo espaços, chegando ao público – mesmo que restrito se pensando em caráter de alcance comercial – e em saber que a luta continua. Não apenas de entretenimento se faz o cinema, arte que também provoca, fere e questiona.

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Aquarius (Kleber Mendonça Filho, 2016)

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NOTA: 9 / Felipe Ribeiro

Brasil, Pernambuco, Recife, Praia da Boa Viagem, Edifício Aquarius. Essa é a localidade em que acontece o novo longa dirigido por Kleber Mendonça Filho. Com quase duas horas e meia de duração, “Aquarius” é um filme de personagem, em que acompanhamos o passado e o presente da confiante, inteligente e destemida jornalista Clara, interpretada de forma incrível e madura por Sônia Braga. Pelos primeiros versos da música tema do longa, podemos perceber a importância da memória e a força dessa mulher: “Hoje / Trago em meu corpo as marcas do meu tempo”.

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A Criada (Park Chan-Wook, 2017)

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NOTA: 9 / Lorena Carvalho

Fazer uma crítica sobre “A Criada” sem falar demais é um grande desafio. Isso porque o filme coreano sobre uma tentativa de golpe tem como maior trunfo o fato de ser recheado de reviravoltas que enganam o próprio espectador. Numa mistura de drama, romance e mistério, o longa consegue criar um suspense de uma maneira brilhante e o resultado é a satisfação quase que completa do público.

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