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Marvel arma artilharia pesada para o ano do “Despertar da Força” da DC

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Caio César

Pergunte para qualquer jovem de 20 anos qual o filme de super-herois mais importante da história do cinema e ele, provavelmente, dirá algum título da Marvel Studios. E com razão. Nenhuma produtora foi tão relevante na última década do que a empresa que é liderada por Kevin Feige, sob a batuta de Bob Iger, CEO da Disney, que recentemente adquiriu, por alguns bilhões de dólares, o controle da empresa. Entretanto, basta voltar um pouco no tempo para perceber que o pioneirismo das adaptações de quadrinhos para o cinema fica com a DC.

supermanreeves_1Neste quesito, é inegável a importância do clássico Superman -O Filme, dirigido por Richard Donner e estrelado pelo ícone Christopher Reeves. O longa ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, em 1978, e é, sem dúvida, o primeiro blockbuster de super-herois no cinema.

batman_2Alguns anos depois, os herois haviam caído mais uma vez no ostracismo e não faziam sucesso nas telonas. É quando, em 1989, o visionário diretor Tim Burton decide deixar de lado o tom pastelão de cômico das adaptações anteriores do Homem-Morcego na televisão e leva para o cinema o filme Batman, estrelado por Michael Keaton, e, até hoje, com o dólar ajustado para a inflação, um dos maiores sucessos da história do cinema.

Parecia ser o nascimento de um filão rentável e bem sucedido artisticamente. MAS, umas decisões equivocadas aqui, uns Joels Schumachers ali, e os filmes de Super-Herois caíram mais uma vez no esquecimento. As sequências de Superman enterraram o personagem. As de Batman, enterraram a franquia e alguns dos responsáveis por cometer aquelas desgraças. Demorou, mas a virada do século trouxe um respiro: e dois nomes tem total responsabilidade pelo renascimento dos filmes de herois: o principal, Bryan Singer, aquele que faz bons filmes dos X-men; e Sam Raimi, aquele apaixonado por Homem-Aranha, que fez o primeiro filme, fez do segundo uma obra prima e, bom, cometeu o terceiro.

Com uma pegada mais realista e séria, o primeiro X-men foi um sucesso de crítica e público. Abriu o caminho para as apostas em filmes que poderiam ser extremamente divertidos, mas, ainda sim, passando uma mensagem séria e com algum conteúdo. Sua sequência, ainda mais celebrada, permanece até hoje como um dos melhores filmes que já foram feitos sobre herois. Denso e extremamente bem realizado, é a celebração de uma engrenagem muito bem orquestrada pela Fox e as brilhantes escalações do elenco, como o do novato Hugh Jackman. Não é difícil enxergar o diálogo estrutural entre a franquia X-men e a primeira franquia Homem-Aranha. Um primeiro filme bom e muito bem recebido. Um segundo filme aclamado e sensivelmente melhor que o antecessor. A mancha fica por conta dos terceiros filmes: no caso do X-Men, um bom filme, mas prejudicado pelo excesso de plots e pela perda de seu diretor (que foi para o lado “negro” da DC, filmar o sofrível Superman – O Retorno). Já para o aracnídeo, um desastre total. Um personagem descaracterizado, prejudicado pela atuação horrenda de Tobey Maguire e o excesso de vilões. Era o fim de uma era.

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A partir daí, eu tenho certeza que você conhece muito bem a história. Com o lançamento, em 2008, do bom, mas não ótimo (aliás, jamais entendi o hype excessivo em torno) Homem de Ferro, de Jon Favreau, a Marvel Studios pavimentou o caminho para a criação de um conglomerado absurdamente poderoso que incluía a ideia da formação de um universo compartilhado por todos os super-herois da casa – ou, pleo menos, aqueles que a empresa detinha o direito.

Antes disso, porém, em 2005, Batman Begins havia estreado pela DC. Dirigido por Chris (pros íntimos, né) Nolan, o filme foi uma unanimidade entre a crítica, mas não teve tanto sucesso nos cinemas. A Warner apostou na equipe e com Batman – O Cavaleiro das Trevas, o ápice das produções de super-herois. Talvez o melhor filme de super-herois de todos os tempos, foi alvo de grande campanha para que recebesse uma indicação ao Oscar melhor filme. Mesmo sem muitos atores negros, a indicação não veio. Mas o longa ditou um estilo de adaptação para os filmes da DC – sempre algo mais sóbrio e sombrio que os filmes colorido s e engraçadinhos da Marvel.

A Marvel viveu um período maravilhoso, com sucessos estrondosos, ainda que, de novo, EU não ache tanta graça assim nas sequências de Homem de Ferro, no bobo primeiro Thor, nos mal dirigidos Vingadores. Capitão América 2 – Soldado Invernal – ISSO SIM É FILME! Guardiões da Galáxia – divertidíssimo! Mas, sabe quem não gosta de nenhum deles? O povo da DC, rs. Que via de longe vários sucessos, enquanto eles produziam Lanterna Verde (!!!!!!!! gente que filme horroso !!!!!!) e choravam a falta de capacidade de criação de um universo compartilhado, ainda que todo fã se sentisse mais capaz de fazer isso melhor que aqueles produtores.

Coube ao incompreendido Zack Snyder, pupilo da Warner desde os tempos de 300, e à equipe de produção de O Cavaleiro das Trevas serem os responsáveis pela estruturação do DC Cinematic Universe. E depois do razoável Homem de Aço, 2016 chega cercado por expectativas. É o primeiro ano em que os lançamentos dos dois estúdios chegam brigando cabeça a cabeça para saber quem vai se sair melhor. No fim deste mês, um dos lançamentos mais aguardados do ano para aqueles que acham que vai dar bom (como eu!!!) e para aqueles que acham que vai dar muito ruim (como o mano Renato e o resto do mundo #haters): BATMAN VS SUPERMAN – A ORIGEM DA JUSTIÇA. Mês que vem, GUERRA CIVIL quebra tudo, também vai colocar seus super-herois em ritmo de briguinha de escola. Bryan Singer explora, pela Fox, a cada vez mais confusa e complexa linha temporal dos filmes dos X-men (só eu me senti trouxa após Dias de Um Futuro Esquecido? e eu odeio ser trouxa. odeio pagar de novo pra assistir o que eu já vi ou me fazerem de idiota. odeio andrew garfield e marc webb), com X-MEN: APOCALYPSE. Mas vocês também querem filmes de introdução? Pra DC tem o provavelmente sensacional ESQUADRÃO SUICIDA e, do lado chato, quer dizer, na Marvel, tem DOUTOR ESTRANHO.

O ano reserva altas emoções e embates! Fique ligado no Cinema2Manos para conferir nossas análises e tudo que a gente pensa sobre cinema – sem mimimi!

E QUE VENHA BATMAN VS SUPERMAN TE AMO ZACK SNYDER!

 

 

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#Oscarsowhite: Uma academia preconceituosa?

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Por Caio César

Bastou a lista dos indicados ao Oscar 2016 ser divulgada para que o mais atento pudesse perceber: mais uma vez, não havia um indicado negro sequer entre os melhores atores do ano. Obviamente estamos falando sobre um prêmio que festeja os melhores da indústria cinematográfica, e não sobre um lugar que abre concessões por ”gostar” de alguém ou porque fulano ou siclano são de tal raça. Ao mesmo tempo, é inegável o poder desta verdade para refletir a situação do negro em Hollywood.

Assim como faltam negros na faculdade, nos escritórios, nos postos altos da nossa sociedade, também falta espaço para o negro nos filmes americanos. Representatividade significa tudo. Isso porque, em suma, é como se o modo padrão de um personagem fosse o caucasiano. Os personagens que são interpretados por atores são típicos “personagens negros”. Tomemos por exemplo as ganhadoras do Oscar Hattie Mcdaniel (primeira pessoa negra a ganhar a estatueta, em 1933, por E o Vento Levou); Lupita Nyong’o (vencedora como atriz coadjuvante por 12 anos de Escravidão) e Octavia Spencer (vencedora como atriz coadjuvante por Histórias Cruzadas). Todas elas dividem algo em comum além do careca dourado em casa. Todos os três personagens que interpretam são escravas, donas de casa ou empregadas – nada que cruze a linha de sua cor.

Portanto, ainda que seja em um ano que uma das maiores interpretações de um ator (Idris Elba em Beasts Of no Nation) em filmes tenha sido esnobada pela academia, é importante olhar a questão com um olhar ainda mais amplo. Como colocar a culpa somente nos Oscars , quando toda a indústria está corrompida? Neste momento, chovem mea-culpas, editoriais – embora a perspectiva de uma mudança real escorra pelo ralo sempre aberto do esquecimento.

Uma das vozes mais ativas da causa negra entre os artistas, a atriz Viola Davis, protagonista da aclama série How To Get Away With Murder, em seu discurso de aceitação do prêmio Emmy que recebeu por seu papel na série disse que “a única coisa que separa mulheres brancas de mulheres de cor são as oportunidades” – e não poderia estar mais correta.

Ator indicado ao Oscar em apenas uma oportunidade (tendo perdido inexplicavelmente para Alan Arkin por Pequena Miss Sunshine), Eddie Murphy, já ná década de 80 declarou, em discurso na academia, que os prêmios jamais iriam parar na mão de negros. O que é uma mentira provada já algumas vezes, quando, por exemplo, Halle Berry e Denzel Washington formaram a dupla de atores à ganhar as categorias principais daquele ano. Ambos, negros.

Esse assunto, obviamente, permite variadas discussões e pensamentos. É de suma importância, entretanto, formar nossa posição fugindo da sombra do radicalismo  – ainda que sem perder o foco do grande salto que planejamos dar.

Segundo Trailer de Batman Vs Superman é revelado e aumenta o HYPE pela estreia!

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Por Caio César

APENAS SENSACIONAL!
Com essas palavras definimos o novo trailer de Batman Vs Superman: A Origem da Justiça, o novo filme da DC Comics, dirigido por Zack Snyder. O novo longa, que tem estreia marcada 24/03/16, no Brasil, dará prosseguimento ao arco de Homem de Aço, longa anterior do Superman, que não foi muito bem recebido pelo público.
Confesso que o Batman sempre foi meu heroi favorito. Não sou fã do Homem de Ferro. Acho os dois Vingadores filmes legaizinhos e apenas isso. Thor é chatíssimo (embora a sequência seja melhor). Capitão América é um dos meus favoritos do MCU, e O Soldado Invernal é o melhor filme da Marvel até hoje. Sem contar com a trilogia de Sam Raimi de Homem-Aranha, sinceramente, nada se compara à esse trailer.
O tom é sensacional, cartunesco na medida certa. O excesso de CGI não me incomoda, porque parece casar perfeitamente com o tom do filme. Embora Henry Cavill seja um ator meio chatinho, o seu Superman é bem construído. Ben Affleck parece estar bem à vontade com a capa do homem morcego.
Posso estar tremendamente enganado, mas esse filme será HUGE! Confira abaixo o trailer, que conta com as participações mais que especiais da Mulher Maravilha, e as primeiras aparições de Lex Luthor e Apocalypse.

#post100 – Qual vai ser a bilheteria do novo Star Wars?

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Por Caio César

Quando o novo filme de Star Wars estrear no Brasil, no próximo dia 17, e simultaneamente em todo o mundo, a minha geração vai poder conferir um dos maiores eventos da história do cinema. O fato é que a franquia “Guerra nas Estrelas” se tornou um grande símbolo da cultura pop, mas as cifras arrecadadas pelos filmes (principalmente fora dos Estados Unidos) jamais foram muito grandes.  O episódio 1, “A Ameaça Fantasma”, é o filme da série que mais arrecadou nas bilheterias: cerca de U$ 970 milhões – gerado, em boa parte, pelo hype criado pela volta da série aos cinemas, mais ou menos i que acontece nesse momento.

Tudo vai mudar quando “O Despertar da Força” chegar aos cinemas. O filme quebrou TODOS os recordes da histórias com a venda de ingressos antecipados nos Estados Unidos. Já foram arrecadados mais de U$ 60 milhões, bem mais que muitas produções de sucesso de Hollywood. No Rio de Janeiro, o único cinema IMAX do estado, na Barra da Tijuca, não tem mais nenhum ingresso disponível pros seis primeiros dias de exibição. É uma coisa insana. Analistas preveem que o filme bata o recorde de Jurassic World (U$ 208 milhões) de maior arrecadação no fim de semana de estreia, com um número de quase U$ 300 milhões. O consenso é de que não importa as cifras da estreia, o filme irá ser um sucesso arrebatador que se manterá vivo por muito tempo e arrecadando muito dinheiro mundo afora.

A Disney liberou comunicados, durante esses dias, colocando as expectativas bem abaixo dos profissionais. Sem citar números, porém, confirma a chance do filme ser um grande sucesso. E o será. Não há concorrentes capazes de mudar isso. O único grande filme que estreia junto com Star Wars é “Alvin e os Esquilos 4″, ou seja…

O dia está chegando amigos! Em breve, Star Wars – O Despertar da Força! E a crítica, o mais rápido possível aqui no site.

O Último Caçador de Bruxas (Breck Eisner, 2015)

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NOTA: 5 / Por Caio César

Existem filmes que são ruins e ponto. Outros que podem ser extremamente difíceis de engolir, mas são divertidos. É o caso desse O Último Caçador de Bruxas, que estreia nesta quinta em todo Brasil, após flopar em sua estreia nos Estados Unidos, na semana passada. Em seu primeiro filme original (sem contar com os Guardiões da Galáxia) após mais de uma década se dedicando às sequências de suas séries de sucesso (Fast and Furious e Riddick), Vin Diesel está de volta, pior do que nunca, para viver um homem que é “amaldiçoado” com uma vida eterna de servidão à uma organização de caça às Bruxas que descumprem um acordo de paz selado com ela há séculos atrás.

O conceito, que até soa bem em um primeiro momento, é sabotado primariamente pela escalação de Diesel para o papel principal. Já na primeira cena, onde é exigido dramaticamente, o ator diz à que não veio e entrega o ouro para o resto da projeção. Em questões dramáticas. Já como heroi de ação, é inegável que o carismático brutamontes consiga se virar bem, realizando sem problemas as cenas que exigem mais dele. Meu problema com Vin é que, de maneira ininterrupta, ele exclama suas falas no roteiro como se fossem frases motivacionais ou meros slogans. Não há qualquer carga emocional no que ele diz, quebrando qualquer aproximação com as questões do seu personagem.

E se o protagonista não está bem, o mesmo pode se dizer do elenco de apoio. A única esperança, Michael Caine, é exilado do filme durante grande parte do tempo. Rose Leslie é sem sal demais e Elijah Wood parece uma criança, em um papel completamente mal resolvido. Além disso, o roteiro procura dar algum tipo de dinâmica para uma mitologia difícil de ser assimilada, o que resulta em diversas cenas com diálogos chatos e expositivos ao extremo.

Você deve estar se perguntando? E onde esse filme problemático diverte? Ué, e lá tem coisa mais engraçada que ver Vin Diesel de cabelo longo e barba trançada? Brincadeiras a parte, as cenas de ação são bem conduzidas e, boa notícia, a exibição não é em 3D. Violento, o filme não poupa esforços para arrancar um olhar de repulsa do espectador. Suficientemente engraçado, o longa conta ainda com um plot twist no final que corre o risco de não ser entendido por quem chegou cinco minutinhos atrasado na sessão. Não é uma obra prima. Mas vale a pipoca.

Linha do Tempo

toy-story-3-24Em tempos de Facebook e outras redes sociais, Linha do Tempo passou a ter um sentido mais imediato na vida das pessoas. Com apenas um F5, as coisas velhas de uma hora atrás são substituídas por novíssimas interações que nos trazem uma satisfação que dura até o próximo refresh. Uma bobagem que, nem de longe, lembra a timeline da nossa vida – cheia de publicações fixas que nos custam a sair do mural da nossa mente.

Deixar o tempo passar pode ser uma das tarefas mais difíceis de nossa existência. O tempo, para nós, simboliza muito. Foram nove meses aguardando pacientemente a hora de sairmos para a luz. A partir daí, só tempo correndo. Como gerenciar todas as experiências e tudo o que conhecemos durante os anos que já se passaram? Escolher ficar preso ao passado, se libertar para o futuro, ou viver o presente como um álbum de recordações eterno?

Andy, essa figura que ilustra o texto, um personagem dos filmes Toy Story, da Disney Pixar, cresce, vai para a faculdade, encara greves, entrevistas de estágios, relacionamentos, burocracia, mas ainda consegue se emocionar por ver um período bonito de sua infância ficar para trás. Nossas relações pouco orgânicas de hoje em dia não tem nos deixado mais viver essas emoções. Se permitir esse tipo de sentimento é perda de tempo?

Quanto tempo paramos durante o dia para pensar no tempo? Ele foi e nem nos demos conta. A oportunidade de fazer a diferença sempre escorre em nossos dedos enquanto assistimos passivamente a areia de nossa ampulheta acabar.

Aonde temos guardado as experiências que o tempo que passou nos proporcionou? E as que eu vivo agora? Vai dar tempo de sonhar? F5

Caio César

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