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Até o Último Homem (Mel Gibson, 2017)

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NOTA: 6,5 / Renato Furtado

Um grupo de soldados novatos escala a colina Hacksaw, no Japão. Tudo o que sabem é que o exército dos Estados Unidos já foi expulso seis vezes do lugar. À frente dos recém-chegados, escombros, desolação e o medo que cada um deles tem de acabar cruzando o caminho de uma balada disparada pelo inimigo. Em meio à fumaça, agrupados, adentram o campo inimigo e a incerteza da batalha. A descrição soa familiar? Pois é: “Até o Último Homem” é similar à grande maioria dos filmes de guerra que já vimos.

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Oscar 2017: Melhor Diretor – Apostas C2M

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Renato Furtado

O anúncio está cada vez mais próximo e hoje é a vez de olhar para a categoria dos diretores. E, apesar de contar com um favorito disparado, a disputa inclui uma seleção imensa que vai de diretores que ainda estão se estabelecendo a veteranos e grandes mestres do cinema. Pode ser que o vencedor já está escrito, mas a corrida abaixo é de uma elegância que só. Confira:

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Oscar 2017: Melhor Ator/Atriz – Apostas C2M

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Renato Furtado

Entra ano e sai ano e o Cinema2Manos não para! Com o Oscar cada vez mais próximo e com o anúncio dos vencedores do Globo de Ouro na noite deste domingo, agora é a vez de analisarmos as chances dos possíveis indicados para as categorias de Melhor Ator Principal e Melhor Atriz Principal – duas corridas, especialmente a das mulheres, que prometem ser algumas das mais empolgantes do ano:

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Herança de Sangue (Jean-François Rinet, 2016)

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NOTA 5 / Caio César

O título brasileiro deste filme cita a herança de sangue entre um pai e sua filha. Entretanto, “herança” pode ser a palavra mais bem adequada para descrever o desenvolvimento do longa – e a sua assimilação pelo público.

Pois veja bem: Mel Gibson ainda é um baita ator de ação. O que, sinceramente, me parece uma surpresa. Persona non grata em muitos ambientes de Hollywood por causa de sua vida pessoal conturbada, ele parece trilhar o caminho da redenção com sua atuação no filme (ainda que ela seja, de longe, a melhor coisa da produção). Entretanto, a herança da qual falávamos, para além deste background, acontece por meio de homenagens quase explícitas ao passado cinematográfico de Gibson – ajudando o púbico à se afeiçoar a sua jornada.

O filme conta a história de Link, um veterano convicto de seus erros, afogado no vício do álcool, mas que em determinado ponto, deseja redenção. Seu maior motivo de falta de paz é o sumiço de sua filha. Quando ela reaparece, os dois miram na paz pessoal através da vingança por aqueles que os fizeram mal. Até aí, apenas clichês do gênero. O problema é que, infelizmente, o filme não avança.

Embora produzido por nomes indicados ao Oscar e por contar com a delicada (mas irregular) direção de Jean-François Rinet, o filme falha em sua narrativa, o que acaba por prejudicar até mesmo as atuações inspiradas de William H. Macy, por exemplo. Mas bem sucedido é o trabalho de fotografia, constantemente evocando o clima dos antigos sucessos de Gibson, como Mad Max, em cenas em alta velocidade e com precisão estilística.

Embora melhore no fim do segundo ato, Herança de Sangue nunca consegue fazer jus ao talento que emana de seu protagonista no papel. A atuação insossa de Erin Moriarty, que interpreta sua filha não ajuda nem um pouco, embora tampouco atrapalhe. A embalagem bonita jamais chega perto do resultado final, uma colcha de retalhos enfeitada com um dos maiores astros de ação do cinema.

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